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A Federação Amapaense de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (FALGBT) vem lutando de forma mais efetiva no combate a violência e intolerância de gênero no Amapá. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, 29, no auditório do Ministério Público, na Avenida FAB, onde a federação exibiu o cronograma de atividades e ações do movimento LGBT, que culminará na XV Parada do Orgulho LGBT, no dia 30 de agosto.

Neste ano, a celebração do Orgulho LGBT terá uma programação extensa com espetáculos teatrais, jogos da diversidade, formação sobre o movimento aos funcionários públicos do Amapá, e apresentações musicais. O mês de atividades busca refletir e comemorar a trajetória de 15 anos de histórias e conquistas do movimento no Amapá.

Comunidade LGBT presente ao lançamento da programação comemorativa

Comunidade LGBT presente ao lançamento da programação comemorativa

“Este é o momento de celebrar todas as conquistas e também debater as perspectivas desse novo mundo. A gente procura reivindicar direitos e principalmente combater qualquer tipo de violência contra a população LGBT. Ter o casamento gay reconhecido pelo Tribunal de Justiça é nossa conquista do ano”, declarou o coordenador da Parada Gay no Amapá, Ivon Cardoso.

A população LGBT é desassistida. Atualmente não existem estatísticas sobre a violência contra os gays. O movimento conseguiu a criação de um Comitê de Segurança Pública para o enfrentamento da homofobia no Amapá, junto com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Ivon Cardoso

Ivon Cardoso: este é o momento de celebrarmos as conquistas

Mas existem muitas conquistas para comemorar, mesmo que ainda faltem garantias constitucionais a serem cumpridas. A principal delas, é ter o direito à liberdade garantido.

“Eu tenho vários amigos que foram agredidos fisicamente por serem gays ou lésbicas. O apoio da Sejusp é fundamental nessa questão porque fica difícil a vítima relatar numa delegacia que foi agredida por ser gay. Queremos andar nas ruas sem sermos alvos de piadas por conta da nossa condição”, frisou a lésbica, Adriana Lopes.

A Promotoria de Justiça da Defesa de Direitos Constitucionais reconhece que há um caminho longo para trilhar na luta pelos direitos básicos da população LGBT, mas afirma que o movimento ganhou força e respeito no Estado.

promotor Paulo Celso: precisamos garantir os direitos dessa população

Promotor Paulo Celso: precisamos garantir os direitos dessa população

“É muito importante participar dessa luta para, quando necessário, interferir na garantia dos direitos dessa população.  Infelizmente, ainda existe discriminação e preconceito, mas o MP quer garantir o respeito. É uma luta diária e que deve ser encampada por todos os órgãos”, destacou o promotor Paulo Celso Ramos.

A organização do evento estima que este ano a Parada do Orgulho LGBT tenha a participação 30 mil pessoas. As atividades tem apoio do MP, Semast, Sejusp, Sete, SEPM, Tjap, Fumcult, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

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