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Jair Zemberg – 

A morte de um foragido do Centro Socioeducativo de Internação Masculina (Cesein) durante uma ação da Polícia Militar terminou em quebra-quebra no Hospital de Emergência de Macapá e prisões durante a madrugada desta terça-feira, 21. O pai e um irmão do morto foram detidos por desacato e danos ao patrimônio público.

Max foi morto com quatro tiros. Estava foragido do Cesein onde chegou por assalto

Max foi morto com quatro tiros. Estava foragido do Cesein onde chegou por assalto

Na versão do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM), uma equipe fazia a ronda normalmente em uma rua atrás do conjunto que está sendo construído no Cuba de Asfalto, no Bairro Novo Buritizal, na Zona Sul de Macapá, quando avistou Pedro Max da Silva Caetano, de 17 anos, o “Max Bocudo”, que estava no Cesein por roubo e tinha fugido há cerca de dois meses.

Segundo a história oficial, os policiais decidiram retornar assim que reconheceram Max Bocudo. O suspeito correu e teria chegado a atirar duas vezes contra a guarnição sem atingir nenhum policial.

Max foi alvejado com quatro tiros no peito, foi colocado na viatura e levado até o Hospital de Emergência, mas já chegou morto.

Uma das janelas do HE quebradas por parentes e Max

Uma das janelas do HE quebradas por parentes e Max

Logo depois disso, a família de Max Bocudo e alguns amigos chegaram ao HE exigindo ver o rapaz. Funcionários e alguns policiais tentaram impedir, mas o grupo era numeroso. Eles foram colocados para a fora do prédio, e ameaçaram invadir a unidade.

A confusão foi grande. Parentes quebraram cadeiras e janelas de vidro de uma enfermaria. Eles conseguiram invadir o prédio pela parte de trás pulando o muro do necrotério onde estava o corpo de Max.

Policiais de vários batalhões foram chamados

Policiais de vários batalhões foram chamados

Eles só foram contidos com a chegada de policiais do 6º BPM, 1º BPM, BRPM, BPRE, BPTRAN e de outros batalhões. No total, mais de 20 viaturas tiveram que ir até o HE dar apoio. 

O tumultuo só terminou com a prisão do pai e a apreensão de um menor que é irmão de Max Bocudo. A família diz que Max foi executado pelos PMs, que alegam legítima defesa no exercício da profissão.

De acordo com a polícia, dos quatro irmãos, três foram assassinados, um pela polícia e dois por outros bandidos. Apenas o menor restou. Depois da confusão no HE, ele foi levado para a Delegacia de Investigação de Atos Infracionais (Deiai).

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