Compartilhamentos

O governador do Estado,Waldez Góes (PDT), e o prefeito de Macapá, Clécio Luis (PSOL), sentaram frente a frente numa reunião provocada pelo Ministério Público do Estado. O encontro começou na tarde de quinta-feira, 24, e entrou pela noite. Pela primeira vez, os dois discutiram meios de melhorar a rede de saúde. Um dos assuntos debatidos foi a obra pública de saúde mais antiga do Amapá, o Hospital Metropolitano da Zona Norte, obra iniciada há mais de 10 anos.

O encontro foi mediado pelo procurador geral de Justiça, Roberto Alvares, e o promotor de Justiça, Andre Araújo, responsável pelas ações judiciais e fiscalizações no setor da saúde, e quem sugeriu a realização do encontro.

“Não temos interesse em judicializar ações contra o Estado e o Município. Todas as denúncias que recebemos na Promotoria da Saúde são oficialmente levadas ao gestor e também são comunicadas aos chefes das unidades e, muitas das vezes solucionadas na própria unidade de saúde. Talvez por isso, o nosso índice de ações na justiça correspondam a apenas 15% da demanda trazida à Promotoria da Saúde”, afirmou André Araújo.

Waldez e o promotor de Justiça responsável pela área da saúde: diálogo

Waldez e o promotor de Justiça responsável pela área da saúde: diálogo. Fotos: Ascom/MPE

Waldez Góes revelou que a situação financeira da Secretaria de Saúde é grave, mas disse que governo e prefeitura tem o mesmo objetivo, e pediu que haja mais diálogo. “Não queremos transferir para o Ministério Público a responsabilidade do Poder Executivo”, disse o governador.

“Este encontro foi muito oportuno porque abordamos o ponto de maior interesse do município que é o hospital Metropolitano. É importante que a gente saia com soluções, porque quanto melhor a saúde do Estado e do município, melhor para todos”, disse o prefeito Clécio Luiz.

Gestores das secretarias estaduais e municipais participaram do encontro, e um acordo foi firmado para tentar destravar a conclusão do Hospital Metropolitano, e a inauguração do Maternidade de Parto Normal da Zona Norte. A obra está parada porque o governo passado errou no projeto ao não criar um centro cirúrgico para realização de cesarianas em caso de impossibilidade de o parto ser normal.

Compartilhamentos