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Foi criada oficialmente, esta semana, a ONG Carlos Daniel, que tem o objetivo de ajudar crianças e adolescentes amapaenses que lutam contra o câncer em hospitais fora do Estado. Com a burocracia jurídica concluída, o próximo passo é iniciar as ações de apoio às crianças que hoje estão realizando tratamento fora do Amapá através do Programa Tratamento Fora Domicílio (PTFD).

Segundo o coordenador da entidade, Agenilson Pereira, pai do pequeno Carlos Daniel, que foi vítima de leucemia, a primeira ação será fortalecer a rede de apoio às 41 crianças que estão internadas no Hospital Santa Marcelina, em São Paulo.

Crianças que lutam contra o câncer em São Paulo

Crianças que lutam contra o câncer em São Paulo

“Viajo para São Paulo na segunda-feira, 6, com os documentos de criação da ONG em mãos, para dar ciência aos 41 pacientes. Vamos conversar com os pais desses jovens para saber se eles querem a nossa ajuda. Vamos atuar na oferta de cestas básicas para essas famílias e também fazer as negociações com os hospitais de assistência espalhados pelo Brasil”, explicou.

Além da conversa com os pais das crianças internadas no Santa Marcelina, o coordenador da ONG vai participar de reuniões com diretores de três grandes centros de tratamento da capital paulista, na busca de parcerias para aumentar o números de hospitais com vagas para amapaenses.

“Já tivemos a sinalização de três hospitais que mostraram interesse em fazer parcerias com a ONG, são eles: o próprio Santa Marcelina, onde meu filho ficou em tratamento até o seu falecimento; o Hospital Sírio Libanês e o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac)”, acrescentou Agenilson.

Documento que legalizam a ONG Carlos Daniel

Documento que legalizam a ONG Carlos Daniel

De acordo com Agenilson, o trabalho da ONG vai funcionar de forma bem clara. Não haverá repasse de dinheiro às famílias, mas ajuda através de cestas básicas e a garantia dos hospitais parceiros na oferta de atendimento digno às crianças do Amapá.

“Nosso objetivo, é garantir que daqui pra frente essas crianças e seus responsáveis não se sintam desamparados nesse momento tão difícil, que é o tratamento de câncer”, concluiu.

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