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A Justiça mandou soltar o policial federal aposentado Antônio Blanc, de 55 anos, preso na “Operação Cartucheira”. Ele era acusado de tráfico internacional de armas. Como o policial foi indiciado por participação em organização criminosa e não pelo tráfico, a defesa pediu a revogação da prisão dele.

O policial foi solto na última quarta-feira, 22, depois de passar mais de dois meses preso no Centro de Custódia do Zerão, na Zona Sul da capital.

A defesa argumentou que o principal motivo da prisão deixou de existir quando o indiciamento foi efetuado por outro tipo de crime. O Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva por tráfico internacional, integração à organização criminosa e ameaça de testemunhas.

Advogado Auriney Brito: motivo que fundamentou prisão deixou de existir.

Advogado Auriney Brito: motivo que fundamentou prisão deixou de existir.

“Como ele foi indiciado apenas pela integração à organização criminosa, mantê-lo preso era quase uma antecipação da pena”, avaliou o advogado Auriney Brito, que assumiu o caso recentemente.

Quanto à acusação de ameaça de testemunhas, Brito disse que a pessoa que teria sido ameaçada pelo policial acabou, no final do inquérito, não sendo arrolada como testemunha. A polícia chegou a interceptar um telefonema do policial onde ele fazia ameaças a alguém que estava fornecendo informações durante as investigações.

A Operação Cartucheira foi deflagrada pela Polícia Federal no dia 19 de maio. Sete pessoas continuam presas por trazer armas pela fronteira com a Guiana Francesa. Antônio Blanc foi o primeiro a deixar a prisão, mas vai continuar respondendo ao processo.

 

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