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Apesar de um dos acusados ainda estar foragido, a polícia acredita ter concluído as investigações sobre o caso do taxista Wilson de Barros Brito, de 58 anos, que estava desaparecido desde sábado, 4, e encontrado morto em um ramal na BR-156, com cinco facadas. Segundo a Delegacia de Polícia da Capital (DPC), dois homens teriam participado do crime. Seu Wilson foi morto porque aceitou a corrida até Porto grande oferecida por outro taxista.

Abraão Hebert Silva de Souza foi preso na noite de terça-feira, 7, em sua residência no Bairro do São Lazaro, Zona Norte de Macapá. Ele levou a polícia até o ramal onde o corpo do taxista foi deixado. Abraão teria segurado o taxista enquanto o comparsa dele, Josiel Alves de Moraes, mais conhecido como “Júnior”, desferiu golpes de faca na vítima. Segundo a polícia, Wilson Brito morreu no local onde foi encontrado.

Delegado Uberlândio

Delegado Uberlândio Gomes: já sabemos o Júnior está. Foto: Cassia Lima

“Os dois pegaram um táxi no Pesque-Pague com destino ao Bairro Marabaixo, Zona Oeste de Macapá. Lá, pediram ao motorista para ir até o município de Porto Grande. Mas o taxista se negou a fazer a viagem, e passou a corrida para o seu Wilson, que aceitou porque ganharia um dinheiro extra no fim da jornada de trabalho. Chegando ao KM-77 os criminosos anunciaram o assalto. O taxista reagiu com uma faca que tinha dentro do carro, mas os bandidos tomaram a faca dele e a usaram para matá-lo”, explicou o titular da DPC, Sidney Leite.

Segundo o delegado Alan Moutinho, da Delegacia de Crime Contra a Pessoa (Decipe), que também participou das investigações, Abraão recebeu R$ 1 mil para ajudar Júnior a assaltar um taxista e clonar a placa do carro.

“Eles foram para a festa com esse objetivo. Inclusive, o Abraão gastou o dinheiro que recebeu na própria festa. O objetivo não era matar, mas roubar o carro e clonar a placa. Entretanto, a vítima reagiu e eles mataram seu Wilson”, frisou o delegado.

O corpo do taxista foi deixado em ramal na BR-156

O corpo do taxista foi deixado em ramal na BR-156. Foto: GTA

Júnior tentava clonar a placa do carro de um taxista porque fazia transporte clandestino para o Distrito de Lourenço, em Calçoene. O seu carro havia sido apreendido pelo banco por causa de quatro parcelas atrasadas, conforme as investigações.

“Ele queria clonar a placa do táxi. Não era nada pessoal com seu Wilson. O Júnior já possui passagem na polícia por roubo. Para ele, era apenas mais um serviço. Já temos informações de onde ele está. Aguardamos apenas a decisão judicial”, destacou o delegado Uberlândio Gomes, titular da Delegacia do Interior.

Depois de matarem o taxista, Abraão foi deixado no município de Porto Grande e depois retornou à Macapá. Júnior foi para Calçoene, onde abandonou o carro próximo ao Distrito de Lourenço. Ele ainda esta foragido.

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