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Os servidores da prefeitura de Santana decidiram em assembleia extraordinária entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira, 22.  O principal motivo é a falta de uma proposta para data-base, mas também existem outros problemas como o atraso no pagamento das progressões, das férias e da primeira parcela do décimo terceiro salário deste ano.

Este mês os servidores foram surpreendidos com um desconto no salário e descobriram que as férias não haviam sido depositadas.

“O prefeito Robson Rocha está fazendo descontos indevidos de imposto de renda e também está descontando os empréstimos consignados sem repassar para as financeiras”, diz um sindicalista. “Estamos com o nome sujo na praça”, acrescenta.

A prefeitura de Santana tem quase 2 mil funcionários efetivos, segundo dados do sindicato da categoria. A prefeitura já foi informada sobre a decisão da assembleia realizada na última quinta-feira, 16.

Secretário Alberto Góes: torniquete político

Secretário Alberto Góes: torniquete político

O secretário de Gestão Governamental da PMS, Alberto Góes, admitiu que houve o desconto indevido, mas, segundo ele, causado por um erro no sistema de gerenciamento de folha, um software comprado em 2012  na gestão anterior. O mesmo erro no sistema também reteve o pagamento das férias.

“Na segunda-feira, 20, a prefeitura vai devolver os valores e pagar as férias”, garantiu Góes.

O secretário disse que a prefeitura ainda avalia qual seria o percentual de reajuste viável a ser aplicado aos salários dos servidores, já que a cidade passa por uma crise ocasionada pela paralisação do setor mineral e da redução dos repasses do ICMS pelo governo do Estado numa política de partilha adotada no governo Camilo Capiberibe (PSB).

“Em 30 meses perdemos R$ 35 milhões em ICMS, R$ 5 milhões em convênios suspensos e R$ 1,5 milhão em transferências para o setor da saúde, tudo dentro de uma estratégia do PSB/PT para punir a cidade depois da derrota nas eleições”, disparou o secretário.

Esta semana o Tribunal de Contas do Estado decidiu que o governo do Estado deve corrigir a tabela de partilha do ICMS, o que deve dar um fôlego para Santana e outros municípios que estão com o pires na mão.

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