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Depois de receber informações de que o Abrigo São José está enfrentando problemas de superlotação, a Comissão de Direitos Humanos da OAB/AP, realizou na tarde desta sexta-feira, 10, uma visita monitorada em todos os cômodos da instituição, que hoje atende 61 idosos, mas tem capacidade para 38.

“Nós já havíamos recebido informações sobre a superlotação, mas nesse primeiro momento estamos fazendo um mapeamento de todos os problemas que o abrigo está enfrentando, como segurança e atendimento à saúde, além da superlotação. O objetivo é fazer um relatório que será encaminhado para as autoridades competentes”, explicou o vice-presidente da comissão, Osnyr Brito.

Advogados conversam com funcionários e direção do abrigo

Advogados conversam com funcionários e direção do abrigo. Fotos: Anderson Calandrini

Outro objetivo é subsidiar projetos de lei, a serem encaminhados para a Assembleia Legislativa, visando melhorar a estadia dos idosos no abrigo. “Queremos também levantar um debate sobre a violência contra o idoso e o abandono, como muitos casos que verificamos aqui”, acrescentou o advogado.

Segundo a direção do abrigo, hoje existe um problema que deve ser tratado como prioridade. “Nossa principal dificuldade é a questão estrutural. Precisamos de um lugar que possa a brigar melhor os idosos. Sabemos que há um projeto na Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf), que prevê a revitalização desse espaço. Isso vai garantir mais comodidade a todos. Hoje, apesar da superlotação, conseguimos organizar os idosos nos dormitórios para que todos tenham sua própria cama, mesmo que de forma apertada”, destacou a diretora do abrigo, Marlete Ferreira.

Todas as dependências do abrigo foram visitadas

Todas as dependências do abrigo foram visitadas. A piscina está abandonada

Outro problema que a direção espera resolver ainda este ano, é a ampliação do atendimento à saúde dentro do abrigo. Na atual estrutura, só conseguimos manter o atendimento médico por 12 horas, mas é necessário um atendimento integral.

“Nós apresentamos um requerimento para a Assembleia Legislativa que levantou um debate sobre a questão. A ideia é transformar essa demanda em projeto de lei, para garantir o atendimento à saúde dos idosos 24 horas por dia”, concluiu a diretora. 

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