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De janeiro a agosto deste ano foram denunciados 114 casos de abusos sexuais na Delegacia de Repressão de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Derca). Apesar do número ser inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 191 casos chegaram ao conhecimento da polícia, o que chama atenção são os 13 boletins de ocorrência onde alunos denunciam professores por abusos de natureza sexual.

A maioria dos casos ocorreu em escolas particulares e as vítimas são do sexo feminino. Segundo a Derca, as ocorrências são de pedofilia, estupro e abuso de vulnerável. Todos os casos estão sob investigação. A orientação da polícia é que os pais fiquem atentos à companhia das crianças, comportamentos e acessos em sites e redes sociais.

Delegado Daniel Mascarenhas: todos os casos estão sendo investigados

Delegado Daniel Mascarenhas: todos os casos estão sendo investigados

“O que chama atenção, é que geralmente as vítimas são muito próximas dos acusados e as denúncias só começam a chegar à delegacia porque os pais perceberam que os filhos estavam mais retraídos e com comportamento distante”, explicou o delegado Daniel Mascarenhas, titular da Derca.

Segundo ele, existem casos antigos do ano de 2006 e outros mais recentes, como do padrasto de 27 anos acusado de pratica ato de libidinoso com a enteada de 8 anos. A Derca também tem recebido denúncias de casos de abuso que começam na internet.

Em maio desse ano, por exemplo, a Polícia Civil prendeu Josué Gomes Vanderlem, de 69 anos, acusado de usar as redes sociais para seduzir menores prometendo dar dinheiro em troca de favores sexuais.

O caso ainda está correndo na Justiça. Na época, a polícia só conseguiu prender Josué, porque uma mãe se passou pela filha de 8 anos ao perceber a atitude suspeita do idoso.

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