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André Silva

A direção do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) decidiu não abrir inquérito, pelo menos por enquanto, para apurar a entrada da arma de fogo usada por interno em uma briga no fim de semana, e que resultou no assassinato de um dos presos. A investigação vai ficar sob a responsabilidade da Polícia Civil.

“Não há indícios de que algum servidor tenha facilitado a entrada dessa arma. Nós encaminhamos o caso para a Polícia Civil que dará início a investigação. E se no decorrer das investigações houver suspeita de participação de agentes ou de outro servidor, então abriremos um inquérito administrativo através da Corregedoria do Instituto”, afirmou Jeferson Dias, diretor do Iapen.

A confusão ocorreu por volta das 14 horas de sábado, 8, um dia típico de visitas. Um detento do pavilhão F4 ,Bruno Ianik, disparou cinco tiros na direção de vários detentos que estavam com seus familiares. Os disparos não atingiram ninguém com gravidade, mas eram direcionados a outro interno, Aldenis Dias, conhecido como “Mula”, que tinha uma rixa com Bruno. Os dois disputavam o comando dentro do complexo.

As revistas nos pavilhões só acontecem quando há solicitação

As revistas nos pavilhões acontecem quando são solicitadas

Bruno foi desarmado pelos colegas de Mula e morto a estocadas. A guarda do presídio invadiu o pavilhão que estava cheio de visitantes. Todos os familiares precisaram ser retirados.

De acordo com informações de agentes que presenciaram o caso, a briga foi pelo comando dos pavilhões 2 e 3, e teria ligações com o PCC, facção paulista criminosa que age em quase todos os presídios do país. A direção do Iapen não confirmou essas informações.

“Não há uma periodicidade nas revistas dos blocos, só quando solicitado. Já a revista aos visitantes acontece com frequência e é bem rigorosa”, diz o diretor Jeferson Dias. A penitenciaria conta com bastões detectores de metal, além das revistas pessoais feitas por agentes.

Hoje, o Iapen tem aproximadamente 2.700 internos, o que representa três vezes mais que sua capacidade normal, que é de 900 presos, segundo o Tribunal de Justiça do Amapá.

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