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Alunos de 13 escolas do Amapá disputaram neste sábado, 22, no Macapá Shopping, a seletiva estadual da 5ª Edição da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A competição pretende identificar novos talentos para eventos nacionais. Alunos veteranos somam conhecimentos de eventos internacionais, mas alunos de escolas públicas, especialmente do interior, precisam de mais apoio.

“Os professores incentivam muito os alunos a participar. Hoje podemos dizer que os amapaenses estão no mesmo nível de criação de alunos de outros estados. Ainda temos dificuldades financeiras quanto ao material, mas o empenho é grande”, comentou o coordenador estadual das Olímpiadas, Dimitri Mahmud.

Robôs precisam executar várias tarefas. Fotos: Cássia Lima

Robôs precisam executar várias tarefas. Fotos: Cássia Lima

Ao todo, 27 equipes do nível médio e fundamental de escolas públicas e privadas competem com robôs nas categorias de dança, futebol e resgate. Cada equipe tem um prazo de 3 meses para programar e montar um robô.

Cada equipe tem 3 meses para construir e programar o robô

Cada equipe tem 3 meses para construir e programar o robô

Para os alunos calouros no evento, a dificuldade de material ainda é um grande obstáculo. Álefe Rodrigues, por exemplo, estuda na Escola Estadual  Mineko Hayshida, no município do Laranjal do Jari, Sul do Estado. Para ele, a distância e a falta de investimento o colocaram numa disputa desigual.

Equipe de Laranjal do Jari:  falta investimento, mas evento é bom para aprender sobre programação

Equipe de Laranjal do Jari: falta investimento, mas evento é bom para aprender sobre programação

“Existem muitas dificuldades, ainda mais pra quem mora no interior que não tem a mesma estrutura da cidade. Sabemos que estamos desiguais, mas o fato de estar aqui e aprender programações diferentes já faz o evento ter valido a pena”, avaliou.

Álefe tem razão. Nesse cenário as escolas privadas tem conseguido destaque. Arnon Dantas, da Escola Santa Bartoloméa Capitaneo, representou o Amapá e o Brasil na Olímpiada Internacional de Robótica, em maio na China. Ele ficou em 7ª ligar no ranking mundial. A experiência adquirida o capacitou para um melhor desempenho na OBR nesta fase.

Arnon Dantas representou o AP na China: Sétimo melhor do mundo

Arnon Dantas representou o AP na China: Sétimo melhor do mundo

“A viagem foi incrível por todo o aprendizado. Aperfeiçoei meus conhecimentos em robótica, programação e imagem. Isso me fez desenvolver junto com a minha equipe um robô mais dinâmico e rápido, esperamos mais uma vez representar o Amapá”, frisou.

As equipes se apresentariam neste sábado até às 18 horas. Eles serão julgados por acadêmicos do curso de informática da Unifap. As equipes que conquistarem os três primeiros lugares na seletiva estadual da OBR irão representar o Amapá na competição nacional, marcada para o dia 28 de outubro, em Uberlândia (MG).

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