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Depois de muitos anos de dúvidas, questionamentos e mágoas, o eletricista William Pantoja de Sousa, de 34 anos, resolveu encontrar suas raízes. O alvo principal da busca é a mãe biológica. Abandonado quando tinha apenas alguns dias de nascimento, ele foi criado por uma família no município de Porto Grande, mas nunca soube os motivos que levaram a mãe a deixá-lo.

“Eu quero conhecer minha história e saber das minhas raízes. Minha esposa sempre disse que eu deveria ouvir os dois lados da história, mas nunca dei atenção ao assunto. Hoje quero saber quem é ela, e claro, vou perguntar: por que mãe?”, destacou William.

Willian e a esposa, Marina Martins, que o ajuda a procurar a mãe. Fotos Cassia Lima

Willian e a esposa, Marina Martins, que o ajuda a procurar a mãe. Fotos Cássia Lima

A história de vida de William é cheia de reviravoltas. Segundo a mãe de criação, Maria Torres, ele foi entregue a ela depois de passar por duas famílias que não tinham condição de criá-lo. Ela só sabe dizer que o pai biológico era garimpeiro e faleceu de traumatismo craniano quando o menino tinha apenas 11 anos.

Willian não tem fotos, número de telefone, endereço ou qualquer coisa que o leve à mãe. A única informação que ele tem é o nome dela, Eliane Betânia de Melo. Alguns amigos do pai dele diziam que ela o abandonou depois de pedir para o marido escolher entre ela e o vício da bebida. Ele teria escolhido a segunda opção, e foi abandonado com o filho. Outros dizem que o menino foi abandonado no mato para ser “comido pela onça”.

Willian com a mãe adotiva, Maria Torres

Willian com a mãe adotiva, Maria Torres

Histórias à parte, o eletricista cresceu sabendo que tinha uma mãe de criação e outra biológica que, sem motivo aparente, o abandonou. Mesmo com as dúvidas e o rancor, ele viveu no Distrito de Cupixi, município de Porto Grande, até os 13 anos. Em seguida, foi morar em Santana, e logo depois veio para Macapá casado e pai de dois filhos.

“Por muito tempo eu o incentivei a procurá-la, mas ele não queria nem falar do assunto. Era extremamente magoado por não saber a verdade, mas também tinha medo de procurar a mãe. De uns dias pra cá ele me disse que estava preparado para saber dela, e decidimos procurar”, contou Marina Martins, esposa de William e incentivadora da busca pela mãe.

Hoje ele mora com a família na Alameda Abil, no Bairro do Brasil Novo, Zona Norte de Macapá. O eletricista suspeita que a mãe continua morando no Cupixi , e apesar de ser um local relativamente próximo (cerca de 160 quilômetros de Macapá), ele ainda não decidiu quando irá à comunidade começar as buscas.

No entanto, também há uma chance de ela estar morando em Macapá, por isso vai concentrar as buscas na capital. Só depois irá a Porto Grande e por último vai voltar na localidade onde passou os primeiros de vida.

“Já aguentei muito tempo, muita mágoa e muitas dúvidas. Sofri demais e hoje estou preparado para saber a verdade. Se ela for velhinha e não tiver onde ficar? Se ela também me procura? Existe a possibilidade dela estar morta, mas vou até o fim”, frisou William Pantoja.

Ele ainda pede que, caso alguém conheça alguma Eliane Betânia de Melo, que entre em contato pelo número (96) 99120-3540. O apelo já se estende pelas redes sociais também.

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