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Alunos e professores da escola estadual Ruth Bezerra, localizada no Bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá, se negam a reiniciar as aulas enquanto a escola não passar por reforma. Nesta quarta-feira, 5, a comunidade escolar mais uma vez protestou no canteiro central da Avenida Tancredo Neves, pedindo melhorias na infraestrutura da escola. O calor insuportável por causa da falta de ventiladores é uma das principais reivindicações.

Os manifestantes chamaram atenção de populares ao exibir cartazes e gritos de socorro em frente à escola, que já completou 32 anos e nunca passou por uma reforma geral. A demanda mais urgente é a rede elétrica. Segundo a coordenação da escola, várias lâmpadas e ventiladores foram trocados, mas a fiação velha acaba queimando os equipamentos.

O estudante Ismael Sousa mostra cartaz pedindo a reforma da escola

O estudante Ismael Sousa mostra cartaz pedindo a reforma da escola. Fotos: Cassia Lima

“Nós não estamos pedindo muita coisa, queremos o mínimo que é a parte elétrica. Não tem condições de dar aula no escuro e no calor. Os professores e alunos da tarde faltam morrer de tanto calor. Assim ninguém aprende”, destacou o coordenador pedagógico da escola, Judenilson Teixeira.

Essa é a segunda vez que a comunidade escolar paralisa as aulas por causa das péssimas condições estruturais da instituição. O primeiro protesto foi dia 26 de junho. Na época, os manifestantes decidiram voltar às aulas depois de receberem da Secretaria de Estado da Educação (Seed) a promessa de reforma.

Alunos e professores se concentraram em frente à escola

Alunos e professores se concentraram em frente à escola

“Dessa vez não vamos voltar às aulas enquanto não começar a reforma. Vamos continuar paralisados até que tenhamos um posicionamento definitivo. Não temos condições de continuar trabalhando assim. Vamos comprometer o calendário escolar, mas não vamos dar aula num calor infernal”, frisou o professor de Matemática, Benedito Lobato.

A escola Ruth Bezerra possui 47 professores e 970 alunos do 5º ao 9º ano, nos turnos da manhã e tarde. Os estudantes moram nos bairros do São Lázaro, Pacoval, Renascer e Pantanal.

Benedito Lobato:

Benedito Lobato: “Não temos condições de continuar trabalhando assim”

“É muito difícil ver nossa escola assim. Já fizemos várias reivindicações, mas a escola continua em situação precária. É muito barulho de carros, alunos reclamando do calor, e os poucos ventiladores que funcionam faltam cair na nossa cabeça”, contou o  aluno da 8ª série, Ismael Sousa.

Segundo a Seed, a Ruth Bezerra está na lista das escolas que serão reformadas com o dinheiro liberado pelo BNDES, mas como ainda não foi realizado o processo de licitação, não há uma previsão do início da obra.

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