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André Silva –

A Fortaleza de São José de Macapá vai abrigar a maior exposição de obras de arte do mundo. Serão mais de duas mil telas do artista plástico Carlos Prado, que quer entrar para o Livro dos Recordes. Ele está pintando desde novembro do ano passado e a exposição será em novembro deste ano. A maior exposição de um artista vivo até hoje, segundo Prado, foi de Pablo Picasso com mil obras.

Prado afirma que vai expor os quadros pintados em um ano e não todos os que ele pintou durante a sua vida. Ele pinta em torno de 100 telas por dia, e leva cerca de cinco minutos em cada uma. Ele também não assina as telas. No lugar da assinatura fica o desenho de um sol.

Carlos Prado pinta 100 quadros por dia, e leva cinco minutos em cada um

Carlos Prado pinta 100 quadros por dia, e leva cinco minutos em cada um. Fotos: André Silva

Carlos Prado, catarinense de 68 anos, começou a pintar aos 8 anos. Ele conta que veio parar no Amapá por acaso. Quando tinha 30 anos, resolveu ir para a Guiana Francesa, mas o barco em que vinha do Pará quebrou em uma localidade no arquipélago do Bailique, e um outro rebocou o barco o dele até Macapá. “E aqui eu fiquei porque o deslocamento para outros países é bem melhor”, conta o artista.

Prado diz ser um artista espiritualista. ”Eu não pinto só, sou Kardecista. Sou ajudado por espíritos, assim como Chico Xavier também recebia ajuda para psicografar”, revela o artista. Ele é cego do lado direito e tem apenas 50% de visão do lado esquerdo. Ele já expôs em vários países da Europa e em toda a América do Sul.

Uma das obras mais enigmáticas pintadas por Carlos Prado

Uma das obras mais enigmáticas pintadas por Carlos Prado

A ideia surgiu quando o seu genro foi lhe visitar em Barcelos, cidade localizada no alto Rio Negro, no Amazonas, onde também tem uma casa. A família insistiu tanto que ele decidiu vir, mas iria realizar uma façanha: fazer a maior exposição de quadros de um artista vivo do mundo.  

A exposição vai contar com uma ala só de pinturas voltadas à cultura afro-brasileira, que retratam o período da escravidão. Imagens de como os negros eram presos e de entidades de religiões africanas são alguns dos personagens mostrados em suas telas. Além dessa ala, também terá uma só de pássaros. Ele pintou mais de oitocentos. “ Eu amo a Amazônia”, afirma o artista, que não tem um estilo definido. Passa pelo cubismo, abstrato, neo abstrato e outros.

Uma das alas da exposição vai mostrar a vida dos negros escravos

Uma das alas da exposição vai mostrar a vida dos negros escravos

Prado acredita que o Amapá vai ganhar visibilidade mundial com a exposição, que já tem praticamente todos os quadros prontos. As obras vão ficar prontas antes da data da exposição que será no dia 28 de novembro na Fortaleza de São José.

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