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Imagens inéditas de satélites revelam o tamanho do estrago ambiental no Rio Araguari provocado pela construção de 3 hidrelétricas, da criação extensiva e sem regramentos de búfalos, além do desmatamento da mata ciliar, e da ocupação irregular das margens do rio. O Araguari entrou um processo de degradação irreversível, segundo o geógrafo Gesiel Oliveira. 

“O búfalo escavou, com seu pisoteamento, canais que rapidamente se transformaram em enormes rios, desviando o curso normal do Rio Araguari e fazendo com que ele perdesse a força de sua vazão original”, explica o especialista.

araguari

Isso também provocou o fim do fenômeno da pororoca (desde 2013) e o pior, está gerando um processo de salinização na região, matando os peixes nativos e introduzindo novas espécies à bacia hidrográfica do Rio Araguari. “Eu fui o primeiro geógrafo a denunciar em  um artigo completo esse grave problema ambiental, ainda em 2013 (veja aqui o artigo completo aqui http://drgesiel.blogspot.com.br/2013/12/o-assoreamento-da-foz-do-rio-araguari-e.html ), alertando os órgãos responsáveis quando ainda era possível fazer algumas coisa. Hoje estamos diante de um processo de degradação ambiental irreversível e de efeitos ainda desconhecidos em sua plenitude”.

A criação de búfalos há décadas na região do Araguari pode ter contribuído com o fim da pororoca

A criação de búfalos sem regras contribuiu com o fim da Pororoca

As fotos abaixo mostram como era o Rio Araguari em 2003 e como ele está hoje em 2015. O assoreamento acabou com o curso do rio e hoje o que se vê é somente um estreito curso de água, onde antes corria o grande e caudaloso Rio Araguari.

A outra imagem, de acordo com Oliveira, revela o Rio Urucuri (um rio resultante do processo de antropização – ação predatória do homem sobre o meio ambiente) que hoje é um dos grandes “varadouros”, canais que foram abertos pelos búfalos na região e se transformaram em enormes rios que desviam a força do Rio Araguari provocando o fechamento de sua foz.

 “Compartilhem até chegar às autoridades públicas municipais, estaduais e federais, para chamar a atenção sobre esse, que já é considerado o maior problema ambiental da história do Amapá”, conclui.

Foto da Pororoca: MÁRCIA DO CARMO

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