Compartilhamentos

Depois do deputado Fabrício Furlan (Psol), é a vez do líder do governo na Assembleia Legislativa, Ericláudio Alencar, ser tragado para dentro de um processo de expulsão partidária. O parlamentar recebeu uma carta da Comissão de Ética do PRB com um parecer favorável ao desligamento dele da legenda, e ao mesmo requerendo que apresente defesa. O parlamentar diz desconhecer as razões para a expulsão, mas aposta numa manobra para lhe retirar o mandato.

Além de Ericláudio Alencar, o PRB tem uma bancada com mais três deputados: Jory Oeiras, Pastor Oliveira e Jaime Peres. Segundo Alencar, a direção do partido nunca chamou os deputados para uma reunião.

“Nem para um cafezinho. Nunca reunimos para definir qual seria a contribuição dos deputados, se o partido precisaria de cargos, e nem pra sabermos quais eram as nossas orientações para atuação no Legislativo. Se é por falta de contribuição, todos os deputados precisam ser expulsos do partido”, dispara o deputado, que também é delegado de polícia.

Telma Gurgel é a segunda suplente: posse em caso de possível vacância. Fotos: Ascom Alap

Telma Gurgel é a segunda suplente: posse em caso de possível vacância. Fotos: Ascom Alap

A carta enviada pela Comissão de Ética do PRB tem a assinatura da segunda suplente, a ex-deputada estadual Telma Gurgel, mãe do deputado federal Vinícius Gurgel. Em caso de vacância e impossibilidade do primeiro suplente assumir,  ela será empossada como deputada. No total, a família Gurgel possui 3 partidos: o PRB; o PHS da deputado Luciana Gurgel; e o PR, da vereadora de Macapá e ex-candidata à vice-governadora, Aline Gurgel.   

A crise ocorre num momento em que o partido está na base de apoio do governador Waldez Góes (PDT), possui uma bancada numerosa e tem Ericláudio Alencar como líder do governo. Mesmo com essa bagagem política, a legenda tem apenas um órgão e no segundo escalão do governo do Estado, o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).

Apesar do pouco espaço dentro do governo, Alencar acredita em outras razões para sua expulsão. “Para mim é uma manobra para me retirar do mandato. Se for isso estão mal orientados”, presume, referindo-se à tese de que o político pode perder o mandato quando troca de partido. O site SelesNafes.Com não conseguiu ouvir a direção do PRB.

Enquanto isso, Ericláudio Alencar já pensa numa nova legenda. Recebeu convite para retornar ao PDT, o que deve fazer nos próximos dias. “Já pedi a meu advogado que comunique o Tribunal Regional Eleitoral sobre o que está ocorrendo, mas para que eu possa fazer a transferência sem perder o mandato”, revela.

 

 

 

 

Compartilhamentos