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Os candidatos aprovados no último concurso do Tribunal de Justiça do Amapá têm intensificado os protestos nas redes sociais, cobrando agilidade nas contratações. Eles dizem que depois de quase sete meses do encerramento do processo, poucos profissionais foram convocados, mas nem esses começaram a trabalhar.

Os aprovados, no total de 100, criaram uma comissão para divulgar a indignação com a demora. “O Tribunal dispõe das vagas, mas diz que está sem recursos para assumir essa nova despesa na folha de pagamento do órgão. Enquanto isso, o Tjap faz uso de servidores cedidos por outros órgãos”, afirmou um dos líderes do movimento, Michel Fragoso.

O diretor geral do Tjap, Marcio Régio Barroso, disse que a presidente Sueli Pini assumiu o Tribunal num período muito ruim para o País. “Por isso ela baixou uma portaria que estabelece medidas de racionalização, contenção e contingenciamento de pessoas , salvo os de extrema necessidade. Fizemos a convocação de três médicos, um eletricista e um contador, que ainda não assumiram”, explicou Marcio Régio.

“A comissão dos aprovados no concurso nos procurou e nos pediu um posicionamento. A presidente Sueli Pini nos orientou a fazer uma reunião com eles, mas tentamos contato com a comissão e não conseguimos falar com ninguém”, concluiu o diretor.

De acordo com informações da Fundação Carlos Chagas foram 27.378 candidatos inscritos no certame. Desse total, 19.375 para o cargo de técnico judiciário, sendo que 16.453 (84,92% do total de inscritos) compareceram aos locais de prova, com 2.922 (15,08%) ausentes. O cargo de Analista, em todas as especialidades, teve 8.003 inscritos. Destes, 6.520 (81%47) estiveram presentes e 1.483 (18,53%) faltaram.

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