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O Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amapá ( Sindsep) se reuniu com funcionários que fazem parte do processo dos 1.050, e que estão ameaçados de demissão dos quadros da União. O objetivo era discutir as estratégias jurídicas e políticas para evitar o desligamento que já atingiu mais de 90 funcionários este mês, e pode chegar a mais de 1 mil porque outros 12 processos ainda tramitam pela Justiça.

“É inaceitável que esses 96 funcionários fiquem sem seus trabalhos. Nós sugerimos que o sindicato vá até o fim de qualquer instância para que eles sejam absorvidos pelo Estado. Eu entendo que a Emenda Constitucional 79 já resolve todos os problemas encontrados na contratação desses servidores. Não é aceitável e acredito que não é interessante ao Estado perder essa força de trabalho”, ponderou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que acompanha o caso em Brasília.

Ednoelson, do Sindsep: tentando também salvar os 96 que já foram mandados embora

Ednoelson, do Sindsep: tentando também salvar os 96 que já foram mandados embora. Fotos: André Silva

O Ministério do Planejamento alega que a contratação de servidores em 1988 foi irregular. Muitos não teriam a idade mínima para ingresso no serviço público, outros não tinham qualificação e nem escolaridade suficientes. O comunicado do ministério sobre o desligamento  dos servidores chegou no dia primeiro deste mês, e neste mês eles já estarão fora da folha de pagamento. O governo do Estado chegou a ser notificado duas vezes sobre a ameaça de demissão, a primeira delas na gestão Camilo Capiberibe (PSB), e a segunda este ano já no governo Waldez Góes (PDT), mas em nenhum dos casos o Amapá teria se pronunciado. 

Randolfe Rodrigues: o estado não deve querer perder essa força de trabalho

Randolfe Rodrigues: o estado não deve querer perder essa força de trabalho

“Nós estamos fazendo de tudo para resolver o problema dos 96 que foram excluídos dos quadros da União. Estamos mobilizando nossos advogados e a bancada política do Amapá em Brasília para resolvermos isso o mais rápido possível. O sindicato entende que foi desumano o que foi feito com nossos companheiros”, criticou o diretor geral do Sindsep, Ednoelson Uchoa.

Da bancada federal, além de Randolfe Rodrigues, apenas o deputado federal Cabuçu (PMDB) acompanhou a reunião.

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