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Humberto Baía –

O Centro de Referência em Atendimento à Mulher (Cram) foi instalado recentemente no município de Oiapoque, e já realizou vários atendimentos, principalmente à vítimas de tráfico internacional. São mulheres assediadas e levadas para a Guiana Francesa com promessa de bom emprego, mas acabam sendo prostituídas.

Essas mulheres são assediadas em outros municípios, inclusive Macapá, e são levadas para a Guiana Francesa e também outros países do Platô das Guianas. Geralmente elas são levadas com promessas de emprego e salários bons, já que o Euro está em alta se comparado ao Real. Mas quando chegam lá é que vão conhecer a realidade, e acabam sendo prostituídas. As que conseguem voltar procuram apoio no Cram.

No de Cram de Oiapoque as mulheres são atendidas por profissionais de várias áreas. Fotos: Humberto Baía

No de Cram de Oiapoque as mulheres são atendidas por profissionais de várias áreas. Fotos: Humberto Baía

O Cram, que é ligado à Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sejusp), tem o objetivo de atender mulheres vítimas de preconceito, violência doméstica, sexual, patrimonial, moral, física e psicológica. O órgão oferece acompanhamento psicológico e social, além de orientação jurídica às vítimas de violência.

“Estamos buscando mecanismos para atender não somente a mulher e a família, mas também homens com dificuldades de relacionamento com a esposa ou filhos”, explicou Wuilza Maria, diretora do centro.

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