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Ewerton Gomes, do Rotor Geek – 

Cornwell é o mestre dos detalhes e fatos históricos. E Azincourt nada mais é que mais um tiro certeiro! Para quem não o conhece, Bernand Cornwell é um dos grandes escritores britânicos que vem marcando a literatura moderna com suas sagas.

Ao contrário dos best-sellers e romances do estilo água com açúcar, Cornwell retrata a história de um modo peculiar. Em Azincourt, temos uma visão minuciosa da Guerra dos Cem anos, um período que se arrastou por mais de um século, alternando momentos de atritos, negociações diplomáticas e guerra declarada.

Nick Hook acredita possuir uma maldição

Nick Hook acredita possuir uma maldição

A história é mostrada do ponto de vista de um inglês e, mais precisamente, por um arqueiro, Nick Hook. Ele acredita possuir uma maldição devido a uma briga de seu avô com a família Perril e um azar dantesco. Hook, apesar de parecer um personagem cruel e sem personalidade, vai tendo sua construção aos poucos e talvez o ponto auge seja um problema com uma jovem em Londres.

Hook passa a ouvir uma voz em sua cabeça e posteriormente acredita que sejam os santos franceses Crispin e Crispiano. Ao longo da narrativa, Nicholas se encontra com diversos personagens marcantes em sua vida, como a freira Melisande, outros bons arqueiros como ele e, principalmente, a fascinante participação do Rei Henrique V, o mesmo abordado por William Shakespare.

E é na cidade francesa de Soissons, que o arqueiro conhece como é uma guerra de verdade: mortes, estupro, violência descontrolada e traições que mudam o destino de pessoas.

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“Aquele que sobreviver esse dia e chegar à velhice, a cada ano, na véspera desta festa, convidará os amigos e lhes dirá: “Amanhã é São Crispim”. E então, arregaçando as mangas, ao mostrar-lhes as cicatrizes, dirá: “Recebi estas feridas no dia de São Crispim.” ( A vida do rei Henrique V, ato IV, cena III – Shakespeare )

Em sua obra, Cornwell adota os números consensuais entre a maioria dos pesquisadores: 6 mil ingleses contra 30 mil franceses. A escolha, ele admite, “não é resultado de estudos acadêmicos detalhados de minha parte, e sim de um instinto de que a reação contemporânea à batalha refletia que algo espantoso acontecera”. E o que é mais espantoso nos vários relatos de Azincourt é a disparidade de números.

Bernand Cornwell deu tudo ao seu personagem: trama, inimigos, um amor, vingança, lutas, conflitos internos, religião e uma vontade inextinguível de quero mais.

Muito obrigado por acompanhar o Rotor Geek e até a próxima!

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