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Cerca de 70 funcionários da Unimed Macapá entraram no segundo dia de paralisação nesta terça-feira, 15. Os servidores reivindicam a redução da carga horária de trabalho e o cumprimento de acordos da última rodada de negociação. Os trabalhadores reclamam que a carga horária é desumana e que não aceitam trabalhar como escravos.

Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde), desde o início de setembro os funcionários são obrigados a trabalhar 180 horas por mês, antes eram 144. Com o aumento da carga horária, os funcionários chegam a trabalhar de domingo a domingo, segundo o sindicato. “Isso é ritmo de escravidão”, comentou o funcionário que preferiu não ser identificado.

Natalina Monteiro, do Sindsaúde: amanhã vamos deliberar sobre os rumos do movimento. Fotos: Cassia Lima

Natalina Monteiro, do Sindsaúde: amanhã vamos deliberar sobre os rumos do movimento. Fotos: Cassia Lima

“Já participamos de várias negociações, mas a direção da Unimed não sinaliza nenhuma posição. Estamos tentando dialogar desde março e até agora nada. Amanhã vamos realizar uma assembleia e deliberar os rumos do movimento”, frisou Natalina Monteiro, diretora de comunicação do Sindsaúde.

Atualmente a Unimed Macapá possui mais de 30 mil clientes e 136 funcionários do setor técnico. De acordo os servidores, um motorista possui carga horária de até 220 horas, o que é humanamente impossível cumprir.

Daniel Correa: não aceitamos trabalhar 180 horas por mês

Daniel Correa: não aceitamos trabalhar 180 horas por mês

“Nós não temos local nem hora de descanso; não temos um banheiro adequado para os servidores e não aceitamos esse aumento da carga horária, que obriga todos a cumprirem plantões diários”, destacou Daniel Corrêa, técnico em enfermagem.

Ainda pela manhã, uma equipe formada pelo sindicato, servidores e direção da Unimed reuniu para dialogar sobre os plantões. Ficou acordado que até a quarta-feira, 16, a Unimed fará uma contraproposta aos trabalhadores.

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