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O que aconteceu na Escola Estadual Tiradentes na última segunda-feira, 14, quando centrais foram retiradas de salas de aula para quitar dívidas com um fornecedor, é só a ponta de um iceberg de R$ 350 milhões. Esse é o valor da dívida da Unidade Descentralizada de Execução da Educação (UDE) que se acumulou a partir de 2011 e ganhou proporções gigantescas no ano passado, período que corresponde ao mandato do então governador Camilo Capiberibe (PSB).

Professores e alunos da Escola Estadual Tiradentes foram surpreendidos com a cena. Em vez de instalação, o ato era de desinstalação. Técnicos foram até uma sala de aula para arrancar da parede duas centrais de ar e um projetor multimídia.

Os equipamentos foram comprados em 2014 com recursos do Programa Ensino Médio Inovador, do governo federal. No entanto, o pagamento não foi feito porque o dinheiro acabou sendo bloqueado pela Justiça do Trabalho.

O motivo é a avalanche de ações trabalhistas de funcionários e ex-funcionários dos Caixas Escolares gerenciados pela UDE, entre eles vigilantes, serventes e merendeiras com salários atrasados e pagamentos de INSS e FGTS na mesma situação. Transportadores escolares e fornecedores fazem parte do grupo de credores. A dívida chegou a R$ 350 milhões que o atual governo teve que reparcelar.

No caso do fornecedor das centrais e equipamento multimídia da Escola Tiradentes, o colégio parcelou o débito em quatro vezes totalizando o valor de R$ 19.710,13, mas como o recurso permaneceu bloqueado a dívida na foi paga. A devolução dos equipamentos evita novos bloqueios na conta.

Para que os alunos não fossem prejudicados com a devolução do material, a direção da escola fez o remanejamento da central de ar da sala dos professores, que foi substituída por um ar condicionado antigo.

Quanto ao abacaxi de R$ 350 milhões, a solução vai ser um pouco mais complicada que isso. 

Foto: Divulgação/Seed

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