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Um vídeo gravado por um morador do Bairro do Congós, na Zona Sul de Macapá, mostra água da Caesa jorrando de um apartamento do conjunto habitacional do Congós, e se espalhando pelo bloco e outros apartamentos. O conjunto, que estava sendo construído pelo Governo do Estado, está com as obras paralisadas desde o início do ano passado.

As imagens mostram a água jorrando de um cano que sai da parede de um dos cômodos. Segundo os moradores do bairro, a água já chegou a outros apartamentos.

A construção começou em 2011 no primeiro ano do governo Camilo Capiberibe (PSB), e beneficiaria 397 famílias.  As obras deveriam ter terminado no dia 30 de setembro do ano passado, mas já estavam paralisadas desde o começo do mesmo ano.

Na época, houve uma tentativa de ocupação irregular dos apartamentos por famílias do próprio bairro, mas elas foram retiradas. A primeira parte da obra contempla 7 blocos. Destes, 4 já estavam estão prontos. Nos outros três blocos faltavam apenas rede elétrica, pintura, piso e fossas.

Como os apartamentos ficaram abandonados, houve depredação e saques. Levaram todas as louças, material elétrico, hidráulico, portas, janelas, luminárias e outros componentes. Ainda no Congós, uma grande possa de água em uma parte da construção virou foco de mosquitos.

Pela mesma situação passa outro conjunto, o da Vila dos Oliveiras, no Bairro do Araxá, também com as obras paralisadas desde 2014. 

A assessoria de comunicação da Seinf informou que o Governo do Estado está negociando com a Caixa Econômica Federal a transferência dos dois conjuntos do PAC 2 para o Programa Minha Casa, Minha Vida por defasagem orçamentária.

Sobre a poça que mais parece uma piscina e virou foco de mosquito, a Seinf informou que já solicitou a instalação de uma cobertura, e está providenciando também a permanência de vigilância armada no conjunto para evitar novas depredações. Como se ainda tivesse restado alguma coisa para levar.

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