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A ex-governadora do Amapá e ex-deputada federal, Dalva Figueiredo (PT), assume hoje o comando da Secretaria de Educação da prefeitura de Macapá. Com a entrada dela, já são 3 secretarias importantes sob o comando do Partido dos Trabalhadores, o que pode aumentar a crise interna da legenda. Oficialmente, o PT do Amapá não faz parte da base de apoio do PSOL na capital, mas vê seus filiados aceitando cargos sem autorização.

A posse foi marcada para as 10 horas da manhã desta sexta-feira, 4, no auditório da OAB. Dalva substituirá Antonia Andrade, que ficou à frente da pasta desde o início da gestão.

Com a entrada de Dalva, passam para três as secretarias petistas: Desenvolvimento Urbano (Semdur), com Edvan Barros; Manutenção Urbanística (Semur), com Manoel Bacelar; e agora a Semed.

O aumento da presença de petistas em secretarias estratégicas da PMM aumenta o racha dentro do PT. Recentemente, o diretório estadual editou normativa que prevê até a expulsão de filiados que estão em governos que não são aliados. O primeiro da lista de filiados que pode ser punido é Manoel Bacelar. 

Uma reunião da Executiva Municipal nesta sexta-feira, às 18h30min, vai apreciar uma indicação de destituição de Bacelar da que é o atual presidente do diretório. A reunião foi convocada pela secretária geral, Rojane Ramos Picanço.

A entrada de petistas na prefeitura não é um sinal de que o prefeito Clécio Luis pretenda deixar o PSOL pelo PT. Na verdade, ele está mais perto do PSD, de Gilberto Kassab (ministro das Cidades). Estar com o PT facilita as coisas em Brasília, e os nomes escolhidos agregam experiência.

Pela legislação eleitoral, Clécio tem até o fim do mês para anunciar para que legenda irá. Isso se realmente ele decidir deixar o PSOL.

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