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O Projeto Alôzinho, do Centro Integrado de Operações e Defesa Social (Ciodes), que visa combater os trotes telefônicos em Macapá, chega a sua terceira edição este ano. Desde quando iniciou em 2012, já contabilizou uma redução de 35% nos números de falsas chamadas. O projeto já passou por quatro escolas, mas o objetivo é ampliar o número de visitas, totalizando 15 mil alunos alcançados pelo projeto em 2015.

Os números de trotes registrados assustam. Em 2013, por exemplo, foram registrados 156 mil falsas ligações. No ano passado esse número chegou a 119 mil, mostrando que houve uma redução, mas os números ainda preocupam. Segundo o coordenador do programa, tenente coronel Lopes, as corporações de segurança têm um custo alto para atender cada uma dessas chamadas.

Em 2015 pelo menos 10 escolas vão receber o projeto do Ciodes. Fotos: André Silva

Em 2015 pelo menos 10 escolas vão receber o projeto do Ciodes. Fotos: André Silva

“O Corpo de Bombeiros Militar tem um custo médio de R$ 1.745 para se deslocar até o local da chamada. Já a Policia Militar, para mobilizar homens e viaturas gasta R$ 700, isso corresponde a um custo muito alto para os cofres do Estado”, afirma o militar.

Desde a criação do projeto, houve um redução no número de trotes da ordem de 90 mil chamadas, o que representa 35% no número total de falsas chamadas. Para a coordenação do projeto, isso é uma vitoria para todas as corporações que compõem o Ciodes.

Tenente Coronel Lopes: queremos alcançar 15 estudantes este ano. Fotos: André Silva

Tenente Coronel Lopes: queremos alcançar 15 estudantes este ano

A escolha de escolas para receber as palestra não foi à toa. “Os principais causadores de trotes são jovens entre 14 e 17 anos. Então, o melhor local para alcançar um número maior de pessoas nessa faixa etária é a escola”, explica Lopes.

O projeto leva informações através de palestras aos alunos de escolas públicas do Estado, com dados correspondentes ao número de falsas chamadas e o prejuízo que elas causam a toda sociedade. Na tarde desta terça-feira, 9, foi a vez da Escola Coaracy Nunes, no Bairro Santa Rita.

Aluna diz que não sabia dos prejuízos que os trotes causam

Amanda diz que não sabia dos prejuízos que os trotes causam

“É muito bom que a gente tenha esse tipo de informação na escola. Eu mesma não sabia que o trote poderia ocasionar vários danos à população. Gostei muito de ouvir essa palestra”, disse a aluna Amanda dos Santos, 14 anos.

A lei que criminaliza os trotes leva o nome da bombeiro militar Patrícia Gonçalves Façanha, que morreu em  2006 por conta de um trote. A militar foi chamada para atender uma ocorrência de incêndio. Ela estava no alto do carro da corporação, quando uma freada brusca a arremessou para fora do caminhão. Ela morreu instantaneamente.

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