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Um relatório da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amapá (Aleap) aponta uma enorme sequência de problemas no setor. O documento final será apresentado na próxima terça-feira, 27, no plenário da Casa. O presidente da comissão, deputado Jaci Amanajás (PROS), deu uma prévia do relatório, afirmando que a saúde só piorou nos últimos meses em todo o Estado.

Desde junho, a comissão visitou oito hospitais em Macapá, Santana e outros municípios. De acordo com o parlamentar, os problemas detectados são os de sempre: falta de médicos, medicamentos e material.

“O governo prefere pagar clínicas particulares ao invés de consertar tomógrafos e raio X. Minha comissão já fez mais de 100 requerimentos pedindo melhorias no setor e a Secretaria de Saúde não tem boa vontade em atender”, ressaltou Amanajás.

Deputado Jaci Amanajás: relatório será entregue na quinta-feira

Deputado Jaci Amanajás: relatório será entregue na quinta-feira

O relatório, que será apresentado aos deputados, tem o objetivo de cobrar competência do governo no sentido de resolver problemas como: enfermarias sem ar condicionado, postos de enfermagem sem estrutura, e área de esgoto a céu aberto. Outro item que chamou atenção foi a escala médica, que a partir do dia 20 de cada mês fica sem cobertura nas especialidades de cirurgias vasculares e cardiologia.

Segundo o deputado, a maior preocupação é com o Hospital da Criança e no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Com a reforma do hospital, os pacientes estão sendo atendidos de forma improvisada em salas e corredores. 

“A saúde pública do Amapá é o cenário desolador do descaso com a vida humana. Um verdadeiro retrocesso, e que precisa de intervenções por parte do Ministério Público. Foi decretado um estado de emergência que nunca existiu”, destacou Amanajás.

O outro lado

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que todas as providências relacionadas a compra de medicamentos e correlatos para o abastecimento da rede e aquisição de equipamentos estão sendo tomadas.

“Uma compra emergencial foi efetuada e parte dos medicamentos já começou a ser entregues. Paralelo a isso, a Sesa trabalha numa compra regular de medicamentos que irá suprir as necessidades da população por um ano”, afirmou a secretaria.

Sobre os equipamentos hospitalares, o processo licitatório de compra encontra-se em análise jurídica para homologação.

Segundo a Sesa, a atual gestão do governo do Estado, no início do ano, encontrou as 23 contas da Sesa negativas, além de débitos com fornecedores, imposto de renda, Amprev e consignados dos servidores atrasados que totalizam uma dívida de aproximadamente R$ 337 milhões, o que levou à lentidão de todos os processos de compra e contratação de serviços.

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