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A Polícia Federal descobriu um plano para assassinar o delegado da Polícia Civil em Oiapoque, Charles Corrêa, e também um delegado da própria PF. Apesar do risco, o delegado não tem intenção de deixar o município.

Em menos de cinco anos, Corrêa coleciona mais de 500 de prisões na fronteira com a Guiana Francesa, especialmente de acusados de homicídio, assalto, estupros, tráfico de drogas e de armas.

Comunicado da PF à Delegacia Geral da Polícia

Comunicado da PF à Promotoria de Justiça do MP revelando o plano para assassinar o delegado

A Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado em Oiapoque foi comunicada pela PF no dia 24 de agosto sobre o plano para matar o delegado, que reforçou sua própria segurança, e diz que abandonar o trabalho em Oiapoque seria abandonar a população da cidade onde o tráfico de drogas cresce a cada instante.  

O delegado tem atuado muito contra o tráfico de armas e drogas na fronteira

O delegado (primeiro à esquerda) tem atuado muito contra o tráfico de armas e drogas na fronteira

“Eu não saio de Oiapoque porque isso significaria que o Estado não pode combater a criminalidade na região. Não posso dizer que ando tranquilo. Estou andando com arma longa, um fuzil, em todos os lugares. E durmo com várias armas”, revelou ele.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sejusp) confirmou que recebeu a notificação da Polícia Federal. A delegada geral, Lourdes Sousa, disse que encaminhou o caso para o delegado Uberlândio Gomes, da Delegacia de Polícia do Interior (DPI), para que tomasse providências, mas não soube dizer que providências seriam essas.

 

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