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Os 16 municípios do Estado do Amapá já registraram este ano 8.579 casos de malária, segundo o Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde verificado na última quinta-feira, 15. O elevado número de casos da doença, de acordo com a Coordenação de Vigilância e Saúde (CVS), acontece porque os municípios não estão fazendo corretamente o controle vetorial.

Na tentativa de reduzir o número de casos da doença, a CVS  está preparando uma ação intensificada de combate ao mosquito transmissor da malária. A Divisão de Vigilância Ambiental (DVA) inicia na segunda-feira, 19, o Plano de Educação, Saúde e Mobilização Social, preparando equipes para atuarem nos municípios do Estado mais atingidos, não só pela malária, mas também pela dengue e chikungunya.

O trabalho dos agentes de endemias é crucial para o combate à doença.

O trabalho dos agentes de endemias é crucial para o combate à doença

“A atual conjuntura demonstra que as ações de rotina como diagnóstico precoce, tratamento imediato adequado e controle vetorial não estão sendo realizados corretamente nos municípios, haja vista o elevado incremento nos casos de malária”, avaliou Emanuel Bentes, chefe da DVA.

As ações vão priorizar os municípios de Pedra Branca do Amapari – incluindo a área indígena – que apresenta 1.443 casos, Serra do Navio com 1.280 e Calçoene com 1.174 registros.

Nos demais municípios os dados apresentados são os seguintes: Mazagão com 1.306 casos; Macapá, 779; Santana, 817; Amapá, 13; Cutias, 19; Ferreira Gomes, 130; Itaubal, 3; Laranjal do Jari, 109; Oiapoque, 633; Porto Grande, 624; Pracuúba, 22; Tartarugalzinho, 221; e Vitória do Jari com 6 registros.

Em Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, mas de 600 casos foram registrados

Em Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa, mas de 600 casos foram registrados

Ação

Os trabalhos iniciam com a detecção ativa, por meio dos Agentes de Controle de Endemias e Agentes Comunitários de Saúde, identificando as localidades, a quantidade de casos positivos de malária nos últimos meses e o número de habitantes, assim, estimando o número de exames a serem realizados, o quantitativo de materiais necessários e o balanço da quantidade de medicamentos.

Além de realização de borrifação residual intradomiciliar nas localidades prioritárias, instalação de mosquiteiros impregnados de longa duração e realização de ações de educação em saúde e mobilização social.

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