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Técnicos do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) vistoriaram a área invadida no entorno da Rodovia Norte-Sul, próximo ao Bairro Infraero II. O instituto pretende solicitar à justiça a reintegração de posse das terras que são destinadas à construção de órgãos públicos. O lugar já teria mais de mil invasores, cerca de 450 famílias, que chegaram a contratar serviços de topografia para organizar a ocupação.

A invasão, como mostrou o site SelesNafes.Com na semana passada, é denominada de “Nova Jerusalém”, e começou há 60 dias com casas no entorno do muro que divide os bairros  Infraero II e Ilha Mirim.

A ocupação cresceu rapidamente até chegar a uma área próximo da sede da Justiça Federal. Os invasores demarcaram terrenos com cordas, cercas e alguns já construíram casas de madeira.

De acordo com o diretor de Ordenamento Territorial, Robson Gualberto, a vistoria identificou a presença de uma empresa de topografia que estaria realizando as medições dos lotes.

Cada família pagou R$ 50 para que a empresa demarcasse os lotes. Fotos: André Silva

Cada família pagou R$ 50 para que a empresa demarcasse os lotes. Fotos: André Silva

“O topógrafo responsável disse que a empresa foi contratada pelos invasores, com a finalidade de organizar os terrenos já distribuindo lotes e ruas. Segundo ele, cada invasor pagou cinquenta reais pelo serviço”, informou.

“A vistoria busca analisar a situação dessas pessoas para elaborar um laudo técnico que deve ser encaminhado à Justiça Federal. É importante frisar que essa área já possui destinação para novas sedes de órgãos do Estado”, frisou o diretor-presidente do Imap, Luís Henrique Costa.

Segundo o Imap, durante esta semana, equipes do órgão farão o cadastro das famílias e irão comparar com os dados de programas de habitação na Secretaria de Estado da Inclusão e Mobilização Social (SIMS). A ideia é, além de avaliar o perfil socioeconômico de cada caso, fazer um levantamento de quantas pessoas de fato precisam de moradias.

O relatório da análise socioeconômica dos invasores deve ficar pronto em 30 dias, e só então deve ser encaminhado à Justiça.

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