Compartilhamentos

Centenas de policiais e bombeiros estiveram reunidos em uma assembleia geral na tarde desta quinta-feira, 15, na Praça da Bandeira, Centro de Macapá. As principais reivindicações giram em torno de reposição salarial de 40% e melhores condições de trabalho.

Os militares consideram que as condições de trabalho estão fora dos padrões aceitáveis. Eles reclamam de viaturas sucateadas, colchões para repouso que estão velhos, ajuda de custo atrasada, jornada de trabalho acima das 160 horas previstas em lei. Segundo o presidente da Associação dos Servidores Militares do Estado do Amapá (Asmeap), tenente Álvaro Corrêa Júnior, existem trabalhadores cumprindo o dobro das horas sem receber por isso.

“As condições de trabalhos são muito ruins, tanto da PM quanto do Corpo de Bombeiros. Mas queremos pelo menos a reposição da inflação desse ano que é de 8%, fora os 32% que existem de atraso nas reposições. O militar sai de casa se arriscando para ganhar um salário de R$ 2,7 mil”, reclama o presidente.

Alvaro Corrêa Júnior:

Álvaro Corrêa Júnior: queremos pelo menos a reposição da inflação desse ano. Fotos: André Silva

O governo do Estado informou que tem conhecimento das reivindicações e tem buscado atender às necessidades dos militares. Para o comandante geral da Polícia Militar, coronel Carlos Sousa, as reivindicações são legítimas, mas que o Comando Geral tem buscado de todas as formas melhorar a vida nos quartéis.

“Existem impossibilidades financeiras. O governador do Estado já prestou esclarecimentos quanto a isso à sociedade. Ele cortou gastos em vários setores, mas preservou a segurança publica, a saúde e a educação. A situação do país como um todo é complicada. Nós já fizemos substituição de 35 viaturas e está prevista a substituição de mais 19. Os colchões de alguns quartéis já foram substituídos, mas precisamos saber quais ainda faltam ser trocados”, afirmou o comandante.

Coronel Carlos Sousa: estamos trabalhando para melhorar a vida nos quartéis

Coronel Carlos Sousa: estamos trabalhando para melhorar a vida nos quartéis

Segundo o comando da PM, não são todos os policiais que ultrapassam as horas previstas, e assumiu que existem diárias atrasadas há mais de cinco anos que ainda não foram pagas. “Estamos trabalhando para pagar esses atrasados”, disse o coronel Carlos.

A Asmeap vai solicitar uma reunião com o governador Waldez Góes ainda esta semana. A próxima assembleia foi marcada para o dia 28 de outubro, Dia do Servidor Público, às 17 horas, no mesmo local.

Compartilhamentos