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Mais de 100 taxistas do município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, fizeram um protesto nesta terça-feira, 27, para pedir mais fiscalização contra o transporte clandestino. De acordo com o Sindicato dos Taxistas de Santana, há 8 meses a Superintendência de Trânsito (Sttrans) não apreende veículos que fazem o serviço pirata.

No total, Santana tem 115 taxistas licenciados pela prefeitura e, pelas contas do sindicato, mais de 200 veículos clandestinos em circulação, entre moto-taxistas e carros particulares que cobram tarifas entre R$ 3 e R$ 5 por pessoa.

“Tá um absurdo. Santana tá tomado de clandestinos. Eles fazem ponto junto com a gente em todos os lugares”, disse o presidente do sindicato, Francisco Rodrigues, o Chiquinho.

"Os clandestinos fazem ponto com a gente em todos os lugares", diz o presidente do sindicato

“Os clandestinos fazem ponto com a gente em todos os lugares”, diz o presidente do sindicato

O sindicato vem cobrando desde o início do ano a retomada das fiscalizações, mas a Sttrans alegava que precisava ainda fazer um convênio com a Polícia Militar. O convênio foi feito há mais de 1 mês, mas não para combater a pirataria.

“Informaram pra gente que seria só pra fiscalizar uso de celular, cinto de segurança e outras infrações. A Sttrans disse que ainda precisaria de outro convênio com a Secretaria de Transportes do Estado (Setrap). Aí foi a gota d’água, nós não aceitamos”, comentou Chiquinho.

No protesto de hoje, os taxistas se encontraram na praça em frente à Vila Amazonas e depois seguiram para a sede da Sttrans. No caminho, eles pararam em frente ao prédio da Prefeitura de Santana e fizeram um buzinaço.

Na Sttrans, depois de recusarem a proposta para que fosse recebida uma comissão de apenas 10 taxistas, eles foram até um galpão onde se encontraram com representantes do órgão. A direção da Sttrans prometeu retomar a fiscalização a partir da Expofeira e continuar com o serviço depois do evento.

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