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Humberto Baía –

O acordo firmado em  abril deste ano entre o  Campus Binacional da Universidade Federal do Amapá (Unifap)  e a Universidade da Guyane para que estudantes brasileiros pudessem passar temporadas na Guiana ainda é só um acordo no papel. Alunos tem tido dificuldades para ter autorizar de ingresso na Guiana. Um dos melhores estudantes do curso de direito do campus teve, recentemente, o pedido negado.

Campos binacional: acordo só no papel

Campos binacional: acordo só no papel

A negativa foi do consulado francês em Macapá. O intercâmbio serve para a troca de informações entre alunos das duas instituições. O professor Dinaldo Barbosa, coordenador do curso de história e do intercâmbio, acha que as restrições pelo governo do departamento francês continuam sendo muito grandes, motivadas pelos problemas sociais da fronteira.

Professor Dinaldo Barbosa: restrições

Professor Dinaldo Barbosa: restrições

Ele acha que o grande número de pedidos de brasileiros também atrapalha. Por isso, acha difícil que o intercâmbio seja cumprido. O site SelesNafes.Com  tentou falar com o consulado em Macapá, mas ninguém atendeu as ligações. A Unifap em Oiapoque oferece cursos de direito, geografia, língua, entre outros.

Ponte

Outro ponto divergente entre o Brasil e França é a data de abertura da Ponte Binacional, uma obra de R$ 60 milhões pronta há quase 4 anos

Na semana passada, o Encontro Transfronteriço em Macapá tentou dar um direcionamento para a data, mas não houve um acordo. O Brasil ainda precisa terminar a infraestrutura de fiscalização.

Por isso, o Brasil quer para março de 2016 a inauguração. Já o governo francês propôs junho por ocasião das Olimpíadas. Enquanto, isso o povo de Oiapoque, que nem viu o encontro transfronteiriço, continua esperando que as coisas aconteceçam e saiam do papel.

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