Ação civil pública: A rebelião da conta de luz

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CÁSSIA LIMA – 

Um grupo de consumidores da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) está colhendo assinaturas para embasar uma ação civil pública contra a empresa. Já foram colhidas mais de 700 assinaturas que serão levadas ao Ministério Público do Estado (MPE) que será o autor da ação. Os usuários afirmam que os valores cobrados pela companhia são abusivos e muito acima do que vem sendo praticado em outras regiões do país.

“Não podemos ficar inertes diante de uma situação como essa. Não podem me cobrar três meses de consumo de energia de uma só vez. Não queremos negociar, queremos justiça pelo abuso que estamos sofrendo”, ressaltou Clenon de Sousa, um dos coordenadores do grupo.

Revoltados consumidores da CEA vão entrar na justiça, via Ministério Público. Fotos: Cássia Lima

Revoltados, consumidores da CEA vão entrar na justiça, via Ministério Público. Fotos: Cássia Lima

Clenon contou que fez cópia de todos as faturas. A ideia é juntar o máximo de informação para o MPE, comprovando, por exemplo, que muitas vezes a leitura no medidor não é feita de forma correta.

Um exemplo é a fatura da dona de casa Fernanda Pimentel, 27 anos, que veio sem o valor do consumo. Mas quando ela foi pagar, foi cobrada uma conta de mais de R$ 800.

Fatura sem o valor a pagar e sem o valor do consumo

Fatura sem o valor a pagar e sem o valor do consumo. Pela média da CEA, o consumidor terá que pagar R$ 884

O consumidor mostra duas contas com vencimento para novembro e valores absurdos

O consumidor mostra duas contas com vencimento para novembro e valores absurdos

“Não veio valor nenhum na minha conta e o consumo aparece não-faturado. Não tenho como pagar esse valor que estão cobrando”, frisou a dona de casa.

De acordo com a CEA, não são duas faturas no mesmo mês. São alguns dias do mês passado que ficaram em aberto e estão sendo cobrados agora.

Consumidores tentam negociar para evitar o corte de energia

Consumidores tentam negociar para evitar o corte de energia

“Já explicamos que as faturas vieram com valores altos porque estamos cobrando o retroativo desde agosto. Outro problema é que alguns clientes reclamam que receberam duas faturas, quando na verdade o que estamos cobrando são alguns dias do mês passado e não são valores absurdos”, justificou a chefe de atendimento da CEA, Chiara do Carmo.

O grupo colherá assinaturas até o fim da semana. A estimativa é que sejam entregues ao MPE 1 mil cópias de faturas e 1.500 assinaturas para a ação civil pública.

Seles Nafes
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