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CÁSSIA LIMA – 

Os funcionários públicos da área da educação tem procurado a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap) no sentido de buscar uma solução para o problema dos consignados. De acordo com o sindicato, os servidores estão sendo impedidos de contrair novos empréstimos e poderão ter os nomes negativados porque o governo do Estado não está repassando os descontos feitos nos salários para os bancos credores.

O Sinsepeap alega que o governo do Estado deixou de repassar R$ 105 milhões nos últimos três meses. Esse dinheiro, que é descontado do salário do servidor, devia ser usado para pagamento de empréstimos, imposto de renda, sindicato e previdência.

“Esse dinheiro é descontado do professor, mas não é repassado ao banco, sindicato e previdência. Isso foi confirmado pelos próprios gerentes de bancos”, disse o presidente do Sinsepeap, Aroldo Rabelo.

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap: isso é mesmo que dizer que o Estado não consegue pagar o servidor

Aroldo Rabelo, presidente do Sinsepeap: isso é mesmo que dizer que o Estado não consegue pagar o servidor

Segundo um levantamento do sindicato, 80% dos servidores da educação usam esse tipo crédito junto aos bancos. “Além disso, quando os repasses não são feitos esse dinheiro deixa de circular no Estado”, avaliou Rabelo.

Segundo ele, cerca de R$ 35 milhões deixam de circular na economia do Amapá todos os meses. A falta de repasse é o mesmo que afirmar que o Estado não está dando conta de pagar o servidor. Quem nos garante que isso não vai piorar?”, indagou o presidente.

Aroldo Rabelo disse que na semana passada, em uma reunião com as secretarias de Educação, Fazenda e Gabinete Civil, foi informado que o Estado estava apresentando uma proposta os bancos. “Segundo os bancos o Estado apresentou a proposta, mas não foi aceita porque existem muitas parcelas pendentes. Outro problema é que com o histórico do GEA não dá pra arriscar”, frisou Rabelo.

O governo do Estado informou que ainda esta semana vai se posicionar sobre uma previsão para os repasses dos consignados.

 

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