Compartilhamentos

Será sepultado na tarde desta quarta-feira, 18, o corpo do ex-jogador de futebol Ednaldo Ferreira Rocha, de 49 anos, o Dalmo. Antes de se tornar policial civil, ele fez história no futebol profissional amapaense da década de 1980. Ele não resistiu a uma pneumonia que combatia havia 3 meses.

Dalmo iniciou a carreira de jogador profissional em 1983 como quarto zagueiro do Esporte Clube Macapá, onde encerraria a carreira como campeão amapaense em 1991. Ele já tinha sido campeão por outro time, o Amapá Clube, em 1986.

Parentes contam que Dalmo não deu muita importância para a doença, até ser internado. Foto: Arquivo pessoal

Parentes contam que Dalmo não deu muita importância para a doença, até ser internado. Foto: Arquivo pessoal

Dalmo ainda passou pelo Ypiranga e depois foi para Belém atuar pelo São Francisco, além de disputar jogos com a Seleção Amapaense de futebol.

“O Dalmo foi um cara expressivo no futebol. Ele tinha um perfil responsável, jogava de forma simples com técnica. É uma perda irreparável para todos que o tinham como amigo e colega de trabalho”, lamentou o amigo e ex-técnico do jogador, Waltemir Garcia, o Temica.

O ex-técnico Temica: jogava de forma simples, mas com técnica

O ex-técnico Temica: jogava de forma simples, mas com técnica

Apesar da carreira no futebol ser promissora, Dalmo passou no concurso público da Polícia Civil e escolheu a estabilidade. Em 21 anos de profissão também acumulou amigos na corporação.

Trabalhou na penitenciária, delegacia da Serra do Navio, 9° DP e a mais recente foi na 6ª Delegacia de Polícia de Macapá, no Bairro do Trem.

“Ele estava sempre de bom humor e era nosso jogador oficial na pelada do fim de semana. Com certeza é uma pessoa que fará muita falta”, declarou o amigo e policial civil, Ruan Castro.

Apesar da carreira promissora, Dalmo escolheu a estabilidade de funcionário público

Apesar da carreira promissora, Dalmo escolheu a estabilidade de funcionário público

Segundo familiares, há três meses Dalmo sentiu pontadas no peito e foi ao médico, mas não levou o problema a sério até ser internado por problemas pulmonares que mostraram o quadro grave de pneumonia.

“Ele não conseguia levantar da cama de tanta falta de ar. O pulmão dele funcionou com 30% da capacidade. A última crise o deixou internado com fibrose pulmonar e piorou a situação dele”, comentou a irmã dele, Edilena Ferreira Rocha.

Às 12h45min desta terça-feira, 17, ele faleceu no Hospital de Emergência, onde estava internado havia 15 dias. Deixou 3 filhos de 30, 13 e 4 anos, além de irmãos e outros familiares.
O velório foi realizado na casa onde ele morava, na Rua Felipe Camarão, no Bairro do Buritizal, Zona Sul de Macapá. O enterro está marcado para às 16h no Cemitério São José.

Compartilhamentos