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SELES NAFES –

O Ministério Público do Estado ofereceu denúncia contra o major da Polícia Militar Huelton Medeiros, de 38 anos, ex-subcomandante do 6º Batalhão da PM e chefe de Segurança Institucional do governo do Amapá. Ele é acusado de repassar para um traficante do Perpétuo Socorro uma arma que pertence à Polícia Militar.

A denúncia tem como base o inquérito da Corregedoria da PM aberto depois da prisão de Edvaldo de Oliveira Souza, ocorrida em maio deste ano no Porto do Grego, município de Santana. Edvaldo tem condenações por tráfico, roubo e furto, e é conhecido por atuar na comunidade da Caesinha, no Bairro do Perpétuo Socorro, na Zona Leste de Macapá.

De acordo com o MP, Edvaldo carregava uma pistola .40 que pertence ao 6º Batalhão da PM e acautelada em nome do major Huelton Medeiros. Além da pistola, o criminoso tinha dois carregadores com munições correspondentes.

De acordo com o inquérito, a arma tinha sido repassada para o major junto com outros equipamentos da PM em outubro de 2013. E pelo menos 9 policiais militares interrogados confirmaram que o major não devolveu a arma.

Um dos oficiais interrogados disse no inquérito que chegou a ligar várias vezes para o major Medeiros informando que a cautela (documento que funciona como uma espécie de promissória) estava vencida.

“O denunciado sempre alegava que entregaria a arma e seus complementos, muito embora nunca tenha feito”, diz a denúncia dos promotores  João Paulo Furlan e David Zerbini de Farias Soares no dia 2 de outubro.  

Huelton Medeiros também foi ouvido no inquérito.

“Salienta-se que nem o próprio acusado nega que tenha entregado a arma a terceiros, muito embora tenha alegado que o tenha feito à Polícia Militar. Tal constatação pelo acusado apenas reforça ainda mais a autoria que recai sobre o mesmo do delito de peculato doloso”, resume a denúncia. O site SelesNafes.Com tentou falar com o major por telefone e por mensagens, mas ele não retornou.

A denúncia, no entanto, não explica como a arma teria sido repassada ao traficante. O pedido para instauração de processo-crime por peculato doloso foi protocolado na 3ª Vara Criminal e Auditoria Militar. A Justiça ainda analisará as provas e depoimentos para decidir se aceitará a denúncia.

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