Compartilhamentos

DA REDAÇÃO – 

Pouca gente sabe da forma inusitada como terminou um dos casos mais bárbaros da crônica policial do Amapá, o homicídio do advogado Eliel Rabelo, de 34 anos, ocorrido em fevereiro de 2012. A sociedade amapaense acompanhou pelos noticiários toda a investigação até o julgamento polêmico, mas o que passou em branco foi o destino do homem condenado pelo crime. Só recentemente veio à público que ele morreu no Iapen, de causas naturais.

A investigação da Polícia Civil apontou que Eliel Rabelo foi morto no dia 13 de fevereiro de 2012 na casa de José Henrique Azevedo Pinheiro, pai de André Pinheiro, na época com 21 anos, no Bairro Jardim Marco Zero. André chegou a assumir a autoria do assassinato, cometido com um tiro na cabeça da vítima, mas depois ficou comprovado que foi o pai quem cometeu o crime.

A motivação teria sido um suposto assédio sexual ao filho, mas a família do advogado nega, e diz que Eliel Rabelo era uma importante liderança evangélica prestes a ser casar.

“Tinha inclusive construído uma casa para morar com a sua futura esposa em um bairro na Zona Norte”, lembra uma das testemunhas de acusação ouvidas durante  a fase de instrução processual na vara do Tribunal do Júri.

O corpo colocado dentro do carro do advogado que foi incendiado em um ramal do Distrito da Fazendinha. Veja abaixo reportagem do programa Bronca Pesada no dia em que o corpo foi descoberto.

Ao ouvir a sentença de 13 anos de reclusão com direito à progressão da pena para regime aberto em 1 ano e 8 meses, José Henrique riu e aconselhou ao pai da vítima, Dimas Rabelo, que é presidente da Assembleia de Deus na Zona Norte, que ele orasse mais a Deus, porque Ele não teria ouvido. A frase ironizava a pena baixa para o homicídio qualificado.

No dia 29 de março de 2015, a um dia antes de progredir de pena, José Henrique teve um acidente vascular cerebral e acabou vindo a óbito.

A morte não teve repercussão porque passou despercebida pela imprensa, sempre envolvida na produção de notícias do cotidiano. Nesta quarta-feira, 25, a direção do Iapen confirmou que o assassino morreu em função do AVC aos 65 anos. O corpo foi sepultado no Cemitério São Francisco de Assis, na BR-210. 

Compartilhamentos