Compartilhamentos

A empresa Ferreira Gomes Energia se pronunciou nesta terça-feira, 17, através de nota, sobre a mortandade de peixes que ocorreu na sexta-feira, 13, no Rio Araguri, município de Ferreira Gomes. Segundo a companhia, o número de peixes recolhidos não passou de cem quilos. Mas a Secretaria de Estado Meio Ambiente (Sema) fala em 200 quilos, e os moradores da região afirmam que foi mais de uma tonelada de pescado morto.

A companhia diz que desde sexta-feira vem adotando recomendações de especialistas e de empresas que enfrentam o mesmo problema, no sentido de mitigar as consequências. Além disso, acredita que vem trabalhando corretamente, tanto que passaram 12 meses sem a ocorrência de morte de peixes na área de atuação da hidrelétrica.

De outro lado, a empresa afirma que tem dificuldades para apresentar uma solução rápida e definitiva para o problema, que acontece em vários empreendimentos hidrelétricos espalhados pelo Brasil.

As primeiras análises, diz a Ferreira Gomes, sugerem que esta ocorrência específica pode ter relação com o início do período de piracema que, além da baixa vazão do rio, compreende a subida de uma grande quantidade de peixes até as proximidades da usina. “Nesse sentido, considerando que este é o primeiro período de piracema ocorrido desde o início da operação, a companhia vem adotando novos procedimentos para este tipo de situação”, diz a empresa.

Veja a íntegra da nota:

 

Nota de Esclarecimento

Em resposta aos questionamentos sobre a ocorrência de mortandade de peixes havida no Rio Araguari no último dia 13 de novembro do corrente ano, a Ferreira Gomes esclarece que, apesar da alta relevância da questão, através das coletas realizadas no dia do evento e dias subsequentes, foram retirados cerca de 100 (cem) quilos de peixes.

Deve também ficar registrado que o evento do dia 13 de novembro não foi semelhante àqueles ocorridos anteriormente, fato que comprova o acerto, até então, dos procedimentos de manobra na operação da Usina, que impediram a ocorrência de mortes de peixes por mais de 12 (doze) meses de operação.

Mostrando diligência e preocupação com o caso, desde a última ocorrência, a Companhia vem adotando as recomendações indicadas pelos maiores especialistas na área bem como por empresas deste mesmo ramo, que sofrem com situações semelhantes.

Conforme apontado por tais especialistas, existem dezenas de registros de eventos de morte de peixes na operação de empreendimentos hidrelétricos, destacando-se que não há um procedimento padrão para este tipo de ocorrência, o que acaba por dificultar a obtenção de uma solução rápida e definitiva.

As primeiras análises sugerem que esta ocorrência específica pode ter relação com o início do período de piracema que, além da baixa vazão do rio, compreende a subida de uma grande quantidade de peixes até as proximidades da Usina. Nesse sentido, considerando que este é o primeiro período de piracema ocorrido desde o início da operação, a Companhia vem adotando novos procedimentos para este tipo de situação.

Por fim, a Ferreira Gomes Energia informa que seguirá com o apoio às comunidades nos termos dos compromissos já pactuados, bem como envidará todos os esforços para buscar a solução para este problema, rechaçando conclusões e acusações precipitadas.

Ferreira Gomes-AP, 16 de novembro de 2015.

Ferreira Gomes Energia S.A.

 

 

Compartilhamentos