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DA REDAÇÃO –

Por 15 votos a cinco, o plenário da Assembleia Legislativa rejeitou na manhã desta segunda-feira, 23, o projeto de resolução que criava a comissão processante que conduziria o processo de impeachment do governador Waldez Góes (PDT). Com isso, o processo fica arquivado.
Na sessão foi feita a leitura dos nomes indicados pelos partidos para compor a comissão:
Antônio Furlan (PTB), Jaci Amanajás (PROS), Charles Marques (PSDC), Paulo Lemos (Psol) e Pastor Oliveira (PRB). Depois haveria a escolhe do relator e do presidente, mas o grupo já dava sinais de que não estava mais coeso.
O enfraquecimento da estratégia para afastar Waldez começou a ruir na última quinta-feira, 19, quando a Justiça deferiu liminar determinando que a Alap se abstivesse de afastar o governador durante o processo.
Hoje, a implosão se completou com a mudança de posicionamento de membros da própria comissão. Para aprovar a comissão seriam necessários 12 votos mais 1, a chamada maioria simples.
Charles Marques, por exemplo, não apareceu para votar, e o Pastor Oliveira votou contra a comissão. No total, foram 15 votos pela rejeição da comissão, 5 a favor, uma abstenção e duas ausências.  Como havia apenas um pedido de impeachment, o caso será arquivado. 

Waldez estava sendo acusado de fazer repasses irregulares para a Assembleia, mas o governo afirma que se tratavam de antecipações solicitadas pela própria Alap.
Nos bastidores o comentário é de que deputados do grupo que se autoproclamou “independente” estaria negociando participação no governo do Estado, mas isso não é confirmado por nenhuma das partes.
Outra possibilidade para o fracasso do impeachment seria a possibilidade de cancelamento de todo o processo pela Justiça.

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