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CÁSSIA LIMA –

A comunidade acadêmica e representantes de instituições de ensino superior promoveram na Universidade Estadual do Amapá (Ueap) nesta terça-feira, 18, o seminário Educação Quilombola – Entraves e Perspectivas. O momento serviu como base para a definição de diretrizes de educação para as 20 escolas quilombolas do Amapá. A ideia é buscar melhorias que garantam aos negros o acesso ao ensino superior.

O evento deu início às discussões sobre a educação nos segmentos fundamental, médio e superior dos povos quilombolas do Amapá, além de fomentar debates sobre a semana da Consciência Negra. Segundo os participantes, o assunto precisa de atenção.

Marco Antônio, da Seafro:

Marco Antônio, da Seafro: essa população também precisa ter acesso ao ensino superior

“Os povos quilombolas têm escolas mais precárias que a maioria da população, já que muitas delas ficam na zona rural. Precisamos de uma diretriz básica e é esse o papel do seminário”, destacou Michele Pantoja, que participa do evento.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 60% da população do Amapá é formada por afrodescendentes. Por conta disso, a Secretaria Extraordinária de Políticas Pública dos Afrodescendentes (Seafro) acredita que essa população merece uma atenção especial, principalmente no que diz respeito a discriminação histórica e a falta de recursos públicos.

“Queremos debater o aspecto físico e pedagógico. Essa população também precisa ter acesso ao ensino superior. Nosso objetivo e fazer um diagnóstico e propor políticas públicas junto com a bancada parlamentar federal”, enfatizou o assessor de políticas afirmativas da Seafro, Marco Antônio.

A programação continua a partir de 18h na UNA, com a abertura do Encontro dos Tambores, Movimento Reggae, Festival de Capoeira e a batalha Zumbi dos Palmares.

Foto da capa: novacartografiasocial.com

 

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