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ANDRÉ SILVA – 

Com o objetivo de trazer à luz mais informações relacionadas ao autismo em todos os seus níveis e promover à pessoa autista um atendimento mais humanizado e amplo, foi realizada em Macapá a 1ª Jornada sobre Autismo, que concluiu os trabalhos nesta quarta-feira, 25. Um dos temas é a falta de diagnóstico preciso.

O evento foi promovido pela Associação Amapá Azul (Amazul), que é formada por pais e amigos de pessoas autistas.

A discussão sobre a criação de novos centros para o tratamento de pessoas com autismo e mais eficiência dos profissionais em relação ao diagnóstico, foram assuntos da jornada. Também foram debatidos temas como sexualidade do autista, acessibilidade, inclusão e direitos. Profissionais do Amapá e do Ceará estiveram presentes no evento trocando experiências e técnicas para a assistência aos autistas.

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Nelcirema Pureza, da Amazul: poucas entidades cuidam dessas pessoas. Fotos: André Silva

“O município de Macapá tem cerca de 400 mil habitantes, e pela média nacional, nós temos na capital do Amapá quase 4 mil autistas, mas apenas 680 recebem atendimento. Isso acontece porque o número de entidades que cuidam dessas pessoas é muito pequeno”, enfatizou Nelcirema Pureza, tesoureira da Amazul.

Uma das principais queixas de pais de crianças com autismo é a falta de precisão no diagnóstico. Em muitos casos esse diagnóstico chega tarde. Mas a grande preocupação é com o diagnóstico errado.

O evento teve como palestrantes profissionais do Amapá e do Ceará

O evento teve como palestrantes profissionais do Amapá e do Ceará

“O meu filho, Renan, sempre foi diagnosticado como hiperativo. Dos seis anos até os doze, ele fez acompanhamento com psicólogo e fonoaudiólogo. Demos toda estrutura para o tratamento dele, sem saber que na verdade o que ele tinha era autismo. Só fomos descobrir quando ele fez 12 anos, quando apresentou outras alterações. Percebi que aquele comportamento não era normal, então nós fomos para São Paulo, e lá ele foi diagnosticado como autista. Já ouvimos casos de pessoas que só foram diagnosticadas com 30 anos ou mais”, contou a advogada Renata Pantoja Santos, mãe de Renan, hoje com 17 anos (foto da capa).

Estudante do ensino médio, Renan dos Santos tem 17 anos e desenvolve várias atividades de modo independente. “Eu levo uma vida totalmente tranquila. Vou para a igreja, me relaciono com amigos. Vivo normalmente”, pontuou o adolescente.

Segundo a Amazul, o evento foi muito proveitoso e dele saíram propostas para melhorar a vida das crianças diagnosticadas com autismo.

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