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CÁSSIA LIMA – 

Há 2 anos que a dona de casa Lenice da Silva (foto acima), moradora do Bairro Moradas da Palmeiras, tentava fazer o exame de PCCU. A espera terminou na manhã deste sábado, 5. Ela foi umas das mulheres beneficiadas pela ação social realizada pelo Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram) no Bairro Renascer II, na Zona Norte de Macapá.

“Cheguei tão cedo que fui a primeira. Fui bem atendida, e agora é só esperar o resultado que sai no dia 15 de janeiro. Foi mais fácil do que eu pensava”, frisou Lenice, que também aproveitou para conferir a glicemia e fazer maquiagem.

As mulheres aproveitaram para melhorar o visual. Fotos: Cássia Lima

As mulheres aproveitaram para melhorar o visual. Fotos: Cássia Lima

A ação social faz parte da campanha mundial dos 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher. O evento, que teve apoio da Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres, ofereceu até às 13h serviços de atendimento médico, aplicação de flúor, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, PCCU, embelezamento, massoterapia e palestras educativas sobre saúde da mulher.

“Essa é primeira vez que uma ação assim ocorre no Bairro Renascer II. Nosso objetivo é oferecer atendimento, divulgar o Cram e conscientizar as mulheres sobre a importância de denunciar a violência doméstica”, explicou Hevenyze Andrade, diretora do Cram.

O pequeno Samuel agora sabe como cuidar melhor dos dentes

O pequeno Samuel agora sabe como cuidar melhor dos dentes

De acordo com os dados da Coordenadoria Municipal, a Zona Norte de Macapá apresenta o menor índice de violência doméstica. Mesmo assim, acredita-se que a mulher ainda tem medo de denunciar.

“Sabemos que ainda é difícil para a mulher se expor e denunciar. Nossa finalidade é informar às mulheres que o Cram oferece serviços de psicólogas, assistentes sociais, pedagogas e assistência jurídica”, destacou a coordenadora de Politicas Públicas para as mulheres, Celisa Melo.

Celisa Melo

Celisa Melo: as mulheres ainda têm medo de se expor e denunciar a violência

Além das mulheres, as crianças foram beneficiadas com aplicação de flúor e corte de cabelo. Agora, o pequeno Samuel Oliveira, já sabe o que deve fazer para combater as cáries.

“Tenho que escovar bem os dentes depois de todas as refeições. Ah, também não posso esquecer a língua.  A dentista me disse que isso até evita doença no estômago”, contou o menino de 7 anos. 

A ação só foi possível graças a ajuda da Semur, Semad, médicos e enfermeiras da UBS Álvaro Corrêa e voluntários de faculdades e profissionais de beleza.

 

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