Compartilhamentos

REDAÇÃO –

A presidente Dilma Roussef (PT) anunciou ao governador Waldez Góes (PDT) e ao prefeito de Macapá, Clécio Luiz (sem partido), a regulamentação da Zona Franca de Macapá e Santana, chamada também de Zona Franca Verde, por prever a fabricação de produtos a partir de matéria prima da Amazônia. Waldez Góes teve um encontro nesta segunda-feira, 14, com a presidente e mais dois ministros.

A regulamentação da Zona Franca Verde é fruto de uma articulação política do governo do Amapá e dos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Davi Alcolumbre (DEM). No mês passado, os senadores conseguiram a aprovação da minuta com as regras de funcionamento da Zona Franca Verde. 

Ainda em agosto deste ano estivemos com o ministro da Indústria e Comércio, Armando Monteiro, e antes disso já vínhamos cobrando. Está começando uma nova fase do desenvolvimento do Amapá”, resumiu Randolfe. 

“A Zona Franca Verde vai atrair empreendimentos ao Estado, as mais diversas empresas, o que aumentará a geração de empregos e a redução de preços desses produtos. O comércio local já existente também vai ganhar com essa dinamização da economia”, avaliou o governador Waldez Góes.

Já no encontro com Dilma, o governador apresentou também uma pauta com mais 21 reivindicações que podem fortalecer a economia do Amapá.

Retomada do crescimento

A presidente confirmou para a próxima sexta-feira, 18, o ato de assinatura do decreto que fixa as regras para funcionamento da Zona Franca do Amapá.

Waldez pediu investimentos no sistema de saúde pública do Amapá. Foto: Arquivo

Waldez pediu investimentos no sistema de saúde pública do Amapá. Foto: Arquivo

Nos Transportes, o Amapá quer a retomada das obras de pavimentação do trecho norte da BR-156, a inauguração da Ponte Binacional e a prorrogação de convênios entre governo do Estado e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para evitar a devolução de recursos e resguardar os investimentos.

Waldez pediu ainda a retomada das obras do programa Luz Para Todos e a extensão do Linhão de Tucuruí até o município de Oiapoque, a 600 quilômetros de Macapá.

O Porto de Santana também foi discutido. O Amapá quer autorização para abertura do capital da Companhia Docas de Santana, renovação por mais 25 anos da concessão do porto e liberação de recursos para realização de estudos para que o porto possa receber navios com maior capacidade de carga.

A transferência de terras da União também não ficou de fora do debate com a presidente, assim como a inclusão dos conjuntos do Congós e Vila dos Oliveiras para o programa Minha Casa, Minha Vida. Atualmente essas obras pertencem ao PAC (Programação de Aceleração do Crescimento) e estão paralisadas.

O governador também solicitou investimento na rede de média e alta complexidade do sistema de saúde do Amapá. Ministros foram designados pela presidente para dar andamento em todas as reivindicações. 

Compartilhamentos