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CÁSSIA LIMA – 

A Assembleia Legislativa do Amapá desmentiu na tarde desta quinta-feira, 30, em coletiva de imprensa, que o presidente em exercício, Kaká Barbosa (PT do B), tivesse renunciado ao cargo de 1º vice-presidente da Casa. A informação da suposta renúncia começou a circular nas redes sociais com um documento assinado pelo deputado. Segundo a Assembleia, o documento de fato foi assinado, mas sob pressão na época da eleição, em fevereiro.

Segundo a deputada Roseli Matos (DEM), o documento foi assinado por Kaká em fevereiro quando compunha chapa junto com ex-presidente Moisés Souza (PSC). De acordo com a parlamentar, o documento foi assinado por pressão do presidente afastado.

Documento (esquerda) sobre o pedido de renúncia. Ao lado ofício que anula o pedido. Fotos: Cássia Lima

Documento (esquerda) sobre o pedido de renúncia. Ao lado ofício que anula o pedido. Fotos: Cássia Lima

“O deputado Kaká foi pressionado pelo ex-presidente Moisés. Muitas decisões que ele tomou nós não tínhamos conhecimento, por isso hoje defendemos a investigação de todos os atos do ex-presidente”, enfatizou Roseli.

Apesar de ter data retroativa, o pedido de renúncia foi protocolado hoje pela manhã na Assembleia. Segundo o deputado Pedro da Lua (PMB), a Mesa Diretora já tem conhecimento de quem protocolou o pedido e os parlamentares não ficarão inertes.

“Não é de hoje que o presidente afastado arranja meios de confundir os parlamentares e a sociedade. Hoje o deputado Jaime Perez (PRB) protocolou o pedido a mando dele. Mas eu quero frisar a todos os amapaenses que isso não vai nos intimidar. Vamos recuperar a moral da Assembleia e mostrar para todos que existem pessoas preocupadas com o bem estar dos amapaenses”, destacou Da Lua.

Deputada Roseli Matos informou sobre a atualização dos pagamentos dos servidores

Deputada Roseli Matos informou sobre a atualização dos pagamentos dos servidores

O parlamentar ainda destacou que a Assembleia pretende ouvir donos de empresas de vigilância e agencias de viagens que prestam serviços à Casas de Leis. Existe a suspeita que cerca de R$ 38 milhões tenham sido desviados para essas empresas.

“Em um levantamento rápido sentimos falta de R$ 1,4 milhão. Mas ainda não sabemos como foram usados cerca de R$ 38 milhões que sumiram. Isso sem contar que o pagamento dos servidores que estava atrasado desde outubro. Ora, tinha dinheiro mas não foi pago. Pra onde foi isso então?”, indagou o parlamentar.

A deputada Roseli Matos informou que houve a regularização do pagamento de servidores e fornecedores da Assembleia. Segundo ela, foram R$ 11 milhões foram repassados pelo Governo do Estado em forma de crédito com acompanhamento do Tribunal de Contas, Ministério Púbico e Tribunal de Justiça.

Um Conselho Gestor organizado pelos deputados irá apurar todas as irregularidades e encaminhar denúncia ao Conselho de Ética, Ministério Público do Estado, Ministério Público Federal.

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