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CÁSSIA LIMA – 

Os funcionários efetivos e terceirizados do Instituto de Hematologia e Hemoterapia do Amapá (Hemoap) reclamam que falta material para atendimento básico aos doadores de sangue. Segundo os técnicos que trabalham no local, há duas semanas os funcionários usaram recursos próprios para comprar luvas e seringas. A direção do órgão nega a informação. Usuários lotaram a recepção do hemocentro na manhã desta sexta-feira, 18.

“Não tem luva há muito tempo. Nós solicitamos à secretária, mas não há resposta nenhuma de lá. Eu mesma já tirei R$ 20 do meu bolso para comprar luvas para eu usar. Isso não deveria acontecer, mas acontece”, ressaltou uma funcionária que preferiu não ser identificada.

Além dos servidores efetivos, o Hemoap conta com cerca de 50 trabalhadores terceirizados. Fotos: Cássia Lima

Além dos servidores efetivos, o Hemoap conta com cerca de 50 trabalhadores terceirizados. Fotos: Cássia Lima

O Hemoap, além dos efetivos, tem cerca de 50 servidores das empresas JCA e Servicom, que trabalham como recepcionistas, motoristas, porteiros, serviços gerais e agentes administrativos.

“Já recorremos à empresa, mas eles dizem que material é obrigação do Hemoap. Temos que comprar para evitar contrair alguma doença se tivermos contato direto com sangue de pacientes ou materiais não esterilizados. Se continuar assim vamos paralisar”, ameaçou outra funcionária.

Mesmo diante das reclamações, a direção do hemocentro afirmou que todos os serviços funcionam normalmente com o material necessário.

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