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DA REDAÇÃO – 

A Polícia Civil do Amapá afirma que o vigilante que morreu após um mal súbito na tarde desta quarta-feira, 16, foi o mentor do assalto à instalação da hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, no município de Porto Grande, a 105 quilômetros de Macapá. Segundo a polícia, foi Wenderson Souza da Silva, de 31 anos, quem comandou o assalto e ainda digitou a senha que abriu o cofre onde havia armas guardadas.

As investigações se voltaram para Wenderson a partir do depoimento de vigilantes que disseram ter ouvido dele a promessa de que causaria uma “viração” na empresa Prosegur depois de ter sido demitido.

Segundo bandido na foto seria Ricardo Júnior, que dirigia o carro da empresa. Foto: Reprodução

Segundo bandido na foto seria Ricardo Júnior, que dirigia o carro da empresa. Foto: Reprodução

A Polícia Civil afirma que Wenderson planejou a ação usando o conhecimento que tinha sobre a área onde funciona a usina e o posicionamento dos vigilantes. Segundo a polícia, na madrugada desta quarta-feira, 16, ele e Ricardo Fernandes da Trindade Júnior chegaram em uma moto e guardaram o veículo em um ramal próximo do complexo da hidrelétrica. A moto era alugada.

Pelo meio da mata eles chegaram ao paiol de explosivos onde o primeiro vigilante foi rendido. Em seguida, um deles, que seria Wenderson, digitou a senha do cofre para acessar as armas.

Ricardo foi preso depois da morte de Wenderson, também no São Lázaro. Polícia recuperou todo o material roubado

Ricardo foi preso depois da morte de Wenderson, também no São Lázaro. Polícia recuperou todo o material roubado

Depois disso, eles esperaram pela chegada de um vigilante que faz a fiscalização dos postos usando um Gol. Ele também foi rendido, e com o Gol os bandidos se dirigiram até o portão onde outro vigilante tirava plantão (veja vídeo). O vigilante foi surpreendido e espancado.

“Durante toda essa ação, ele (Wenderson) usava palavras técnicas e demonstrava amplo conhecimento da área”, comenta uma fonte da Polícia Civil. No vídeo de segurança, que tem cerca de 5 minutos, é possível ver uma pessoa encapuzada e outra com boné que dirige o carro.

Depois de conseguir a terceira arma, eles voltaram até o ramal, abandonaram o Gol da Prosegur e seguiram de moto até uma área próxima da Estação de Trem de Porto Grande. As mochilas com o material roubado, neste caso as armas e os coletes à prova de balas, foram escondidas no meio do mato.

Ainda segundo a investigação, às 8h30min eles já estavam de volta a Macapá, mais especificamente ao Bairro São Lázaro, onde Wenderson foi abordado por policiais do Bope por volta das 14h30min.

Ele passou mal e foi socorrido no quarte do Corpo de Bombeiros, de onde foi imediatamente levado para o Hospital de Emergência e morreu. A suspeita é de que ele sofreu uma parada cardíaca.

Antes de morrer, Wenderson deu detalhes do assalto e informações que levaram à prisão de Ricardo Júnior por volta das 21h30min, também no São Lázaro.

De acordo com informes da Polícia Civil, Wenderson chegou a servir o Exército em Clevelândia do Norte, em Oiapoque, e tinha planejado assaltar o Banco do Brasil da cidade. “Ele já tinha pré-disposição para o crime”, avalia a fonte.

A ex-mulher dele, em depoimento à Polícia Civil, confirmou que quando estavam casados, Wenderson guardava em casa uma “balaclava”, o mesmo capuz que teria sido usado no assalto.    

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