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DA REDAÇÃO

O Amapá registrou 38 casos de mulheres grávidas com o vírus HIV em 2015. Esse número foi menor que o registrado no ano anterior, quando 43 mães passaram a fazer parte das tristes estatísticas. O mais grave nesses casos, segundo os especialistas, é que a maioria das mulheres que engravidam não faz o teste de HIV durante o pré-natal.

“O fato de algumas delas não realizarem o teste acarreta a chamada transmissão vertical, ou seja, o vírus do HIV instalado no organismo da mãe passa para o feto no útero, ou para o recém-nascido durante o parto e pode ser transmitido até mesmo através da amamentação”, disse Rodiene Silva, coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento do Serviço de Assistência Especializada (CTA/SAE).

Com o tratamento adequado, 99% dos bebês se livram da contaminação

Com o tratamento adequado, 99% dos bebês se livram da contaminação

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de transmissão do HIV de mãe para filho durante a gravidez, sem qualquer tratamento, pode ser de 20%. Nas situações em que a gestante detecta a infecção e segue todas as recomendações médicas durante a gravidez, os riscos de infecção do bebê reduzem para níveis menores que 1%.

O CTA/SAE é o setor responsável por acolher as mulheres grávidas detectadas com HIV durante o pré-natal. No local elas iniciam o tratamento com os medicamentos que previnem a transmissão para o feto e são acompanhadas durante o restante do tempo de gravidez, parto e a amamentação.

Rodiene explicou, que os bebês de mães soro positivas recebem um xarope de profilaxia, logo ao nascer, e aos 18 meses de vida fazem a verificação da sorologia.

“Quando a mãe realiza o tratamento de forma correta e o bebê recebe o xarope, grande parte das crianças não desenvolve o HIV”, ressaltou.

O SAE também faz a distribuição de um leite em pó especial para bebês, já que a mulher que tem o HIV não pode amamentar, em decorrência do risco de transmissão do vírus através do leite materno. O alimento é especifico por faixa etária, sendo leite número 1, oito latas por mês, para bebês até os seis meses; leite número 2, quatro latas por mês para crianças de seis meses a um ano. Atualmente 192 crianças são atendidas por este benefício.

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