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ANDRÉ SILVA

No ano passado a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro) vacinou 90% do rebanho cadastrado em todo o Estado contra a febre aftosa. O resultado colocou o Amapá na posição de alto risco, uma colocação considerada boa pelos produtores e pela superintendência Federal da Agricultura.

O Ministério da Agricultura classifica os estados ou regiões como risco desconhecido, alto risco, risco médio, risco baixo, risco mínimo e risco desprezível. Com o avanço no ranking o Amapá já começa a vislumbrar a comercialização da carne produzida aqui para outras regiões.

Até o ano passado o rebanho do Amapá representava 326.509 mil animais cadastrados. Sendo que cerca de 90% foram vacinados. As equipes da Diagro já estão em campo para localizar os 10% que não foram alcançados e fazer o levantamento de quantos animais existem no estado hoje. A vacinação ocorre no mês de setembro.

Com o avanço no ranking, os produtores já pensam em exportação de carne

Com o avanço no ranking, os produtores já pensam em exportação de carne

Esse ano a Superintendência Federal da Agricultura (SFA) é parceira do Estado no combate ao vírus no Amapá.

“Nosso objetivo esse ano é subir de posição nesse ranking. O resulto que o Ministério da Agricultura apresentou é considerado bom para nós. Antes éramos considerados risco desconhecido para a aftosa. Esse ano a meta é vacinar todo o rebanho para que em breve possamos exportar a nossa carne”, considerou o superintende Federal da Agricultura, Adailton Santos.

A equipe da Diagro se reuniu nesta quarta-feira, 27, no prédio da SFA para traçar estratégias de ação para esse ano. Dos 16 municípios, Itaubal do Piririm foi o único que teve 100% do rebanho vacinado, seguido de Cutias com 99%. O que teve o menor índice foi Porto Grande.

Os municípios de Itaubal e Cutias cumpriram a meta em 100%

Os municípios de Itaubal e Cutias cumpriram a meta em 100%

Estrutura e logística

Além da imunização, outros dois critérios são analisados pelo Ministério da Agricultura para a elevação do status do rebanho: estrutura e logística da inspeção agropecuária local. O Amapá precisa ter cobertura de vigilância em todos os 16 municípios, ou seja, representação com escritórios regionais, estruturados com médicos veterinários, técnicos agrícolas e administrativos.

Já na logística são necessárias ferramentas como sistemas informatizados e de comunicação, que integrem informações das vigilâncias federal, estadual e municipal. Destes dois parâmetros depende a Guia de Trânsito Animal (GTA), que é emitida eletronicamente.

 

Segundo Otacílio  Barbosa , superintendente da Diagro, todos os municípios já possuem cobertura regional do órgão, mas para o melhor funcionamento ainda falta completar o quadro de pessoal e a compra de mais equipamentos de informática, mecanismos de transporte para atuação dos técnicos (veículos terrestres e fluviais), e contrato de distribuição de combustível.

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