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SELES NAFES

A página do Facebook da campanha para ajudar a cadela Jujuba, resgatada na semana passada de um homem que a estuprava, na Zona Norte de Macapá, já teve mais de 8 mil curtidas, 600 compartilhamentos e arrecadou mais de R$ 3 mil. O dinheiro será usado também para custear o tratamento de outros três animais resgatados pela ONG Unidade de Proteção Animal Costelinha (Upac).

O drama da cadela comoveu pessoas em várias partes do país. Chegaram doações em dinheiro do Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo e até dos Estados Unidos.

Jujuba está mais soicável, mas ainda tem medo de pessoas. Foto: Upac

Jujuba está mais soicável, mas ainda tem medo de pessoas. Foto: Upac

“Uma pessoa de lá dos Estados Unidos comprou casinha e outros apetrechos para a Jujuba e mandou tudo pra gente. Vamos receber amanhã. A campanha ficou acima de todas as expectativas”, comemora Victor Hugo, presidente da Upac.

Além dos R$ 3.450 enviados até agora, outras 30 pessoas depositaram quantias por envelope.

O agressor conversando com o delegado Sávio Pinto no dia 12: zoofilia

O agressor conversando com o delegado Sávio Pinto no dia 12: zoofilia

“Por isso só vamos ver o valor nesta segunda-feira (17), mas com certeza vamos ultrapassar os R$ 4 mil. Vai dar para pagar o tratamento da Jujuba e de outros 3 animais”,  garante.

Jujuba foi resgatada no último dia 12 pela Polícia Civil e a Upac. O animal vivia em um sítio no Parque dos Buritis e os vizinhos costumavam ouvir os gritos da cachorra.

Palmírio Morais, de 71 anos, foi conduzido até o Ciosp do Pacoval, mas vai responder em liberdade ao processo por maus tratos a animal. O caso, considerado um distúrbio, é classificado como zoofilia. Ele já responde pelo estupro de uma criança de 11 anos.

Uma das candidatas à nova madrinha de Jujuba é do Rio de Janeiro

Uma das candidatas à nova madrinha de Jujuba é do Rio de Janeiro

Jujuba tinha hemorragia genital e terá ainda que passar por uma cirurgia reparadora. Ela está na casa de Victor Hugo e se recupera muito bem.

“Está mais sociável, mas ainda tem medo de outros cães e pessoas. Já temos pessoas que querem adotá-la, uma delas mora no Rio de Janeiro. Depois do tratamento dela aqui e das vacinas, vamos mandar ela para o novo lar”, concluiu.

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