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ANDRÉ SILVA

Os feirantes que atendem na tradicional feira do caranguejo e do camarão, no Centro Comercial de Macapá, vão receber um novo espaço para trabalhar. A estrutura de boxes, que está sendo construída pela prefeitura da capital, é provisória, e vai funcionar no mesmo lugar, ao lado das paralisadas obras do shopping popular. O local, aliás, virou um excelente criadouro para o mosquito aedes aegypit.

Sobram reclamações pro preço do caranguejo

Sobram reclamações pro preço do caranguejo. Fotos: André Silva

O novo espaço da feira terá 40 barracas sendo 8 para a venda do caranguejo, 13 para verduras, 17 de camarão, 1 para beneficiamento do camarão e outra para a venda de gelo. As obras iniciaram há dua semanas e vão levar mais 20 dias para ser entregues.

Ao todo serão 40 boxes: fotos: André Silva

Ao todo serão 40 boxes para camarão, caranguejo, verduras e outras mercadorias

Para Israel Farias, que já trabalha na feira há 40 anos, a nova estrutura vai melhorar muito as vendas.

“Essa construção aí do shopping  foi só dinheiro jogado fora. Eles dizem que vão construir e jogam de um lado para o outro e ninguém resolve nada. Já essa obra vai melhorar muito a nossa vida”, disse o feirante.

Feirante Israel Freitas sobre o shopping: dinheiro jogado fora

Feirante Israel Freitas sobre o shopping: dinheiro jogado fora

Alguns clientes reclamam do espaço, mas também do preço de alguns produtos como o caranguejo que custa R$ 2,50 a unidade. Mas o que chamou mais a atenção foi o preço do litro da farinha, que está custando R$ 6.

“O preço do caranguejo tá muito alto. Eles dizem que vêm de longe por isso fica mais caro. A farinha tá um absurdo. Como é só ele quem está oferecendo, ele pensa que pode aloprar no preço”, reclamou o empresário Otomile Pinho, que estava decidindo se comprava.

Obra está paralisada e abandonada desde 2009

Obra está paralisada e abandonada desde 2009

Fundações viraram lugares ideal para o mosquito

Fundações viraram lugares ideal para o mosquito

Enquanto os novos boxes não ficam prontos, os feirantes e moradores do entorno se preocupam com o abandono do shopping popular, e não é só pelo desperdício de dinheiro e pelo usuários de drogas que constantemente invadem o local. Há muita água parada dentro das fundações. 

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